Quero trazer à memória o que pode me dá esperança (Lm 3.21)

                        As angústias do povo de Deus em tempos de sofrimento são sublimadas pela esperança de restauração e vitória.

            Porém, para que tudo vá bem, é preciso dirigir a queixa dos infortúnios a quem pode livrar a alma da morte.   

            Lamentos e dúvidas dirigidos ao Senhor resultam na certeza de que a soberania divina fará prosperar o caminho do justo e tornar o do ímpio escorregadio.

            Esperança vem do grego elpis e quer dizer expectativa favorável e confiante. É uma antecipação feliz do que é bom.

Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

(CL 1.23)

            Paulo conduziu os irmãos colossenses a exercitar o pensamento em prol da esperança em Cristo Jesus, para que entendessem a graça de Deus e o propósito redentor.

            Jeremias também levou o povo de Judá a compreender o mal que assolou a terra com a invasão da Babilônia, que resultou na destruição do templo sagrado e levou cativo o povo de Israel.

            Só a lamentação não resolveria o problema. O foco de todo questionamento deveria ter uma explicação: pensar em tempos melhores, no socorro divino e no retorno ao princípio da adoração genuína, mesmo sem o templo ou longe da cidade santa.

Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz. (Cl 1.12)

            O que fazer enquanto a vitória não vem? Deve-se agradecer a Deus pelo fôlego de vida,  e crer no poder de ressurreição que há em Cristo Jesus. Ser herdeiro das bênçãos eternas faz nascer esperança que muitas vezes se perde e resulta na queda da fé.

            Quem nunca se viu longe da queixa? Os dias são maus. Trevas, doenças, falta de recursos, recessão no país, ataques de todos os lados minam a fé de qualquer mortal.

Porque na esperança somos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? (Rm 8.24)

            Mas, diante de tanta guerra contra a paz que excede todo entendimento, a Palavra que sustenta o crente garante a salvação. Não só a eterna, que conduz à Santa Jerusalém que desce do céu, mas a salvação dos momentos destrutivos que cerca sem piedade o coração humano.

Trazer ao pensamento o que pode dá esperança é o recado do profeta que viveu em tempos de destruição.

            Firmado na aliança de Jesus Cristo, feita com o sangue precioso derramado para remissão de pecados e acesso ao céu de luz, o povo de Deus exercita a fé e espera a misericórdia e benevolência vindas do alto.

A esperança é a âncora da alma que faz permanecer firme o chamado de servo sofredor.

E não somente a criação, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. (Rm 8.23)

            Em tempos de crise, o que se deve trazer à memória? O bem maior é a salvação. Isso deve ocupar o pensamento. Enquanto isso, as demais coisas são acrescentadas.

            Os mistérios do sofrimento ainda passam, muitas vezes, encobertos. Mas uma é a certeza: o Deus protetor está de mãos abetas e ouvidos atentos à lamentação. As queixas dirigidas a Deus produzem esperança e amenizam os sofrimentos até que desça o socorro.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

23 - 09 - 2015     

 
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