Esta frase foi dita há mais de dois mil anos por aquele que para ele são todas as coisas. Principalmente as coisas que nos perturbam, que subtraem a nossa tranqüilidade. Ao terceiro dia, Jesus, o cristo ressurreto, aparece aos discípulos em Jerusalém anunciando paz a todos. Surpresos e atemorizados, acreditaram estarem vendo um espírito (Lc. 24:37). Com a autoridade recebida do eterno Deus, Jesus mostra-lhes as mãos e os pés que foram cravados em sua morte vicária. Assim, o mestre acalma o coração e lança fora toda perturbação que acompanhava seus seguidores nos últimos três dias. O entendimento dos discípulos é aberto e toda escritura a respeito do Filho de Deus é revelada naquele momento, com o propósito de se pregar arrependimento para remissão de pecados. Foi necessária uma palavra proferida daquele que por ele todas as coisas vieram a existir, para que a paz que excede todo entendimento brotasse do íntimo, trazendo a alegria necessária para superar a tristeza infundida com os acontecimentos da cruz do calvário. Jesus, então, lança uma pergunta para que a resposta viesse dele mesmo, pois ele é a verdade que conduz às águas tranqüilas.

"Porque assim me disse o Senhor: Olhando da minha morada, estarei calmo como o ardor quieto do sol resplandecente, como a nuvem do orvalho no calor da sega". (Isaías 18:4).

        O nosso Deus transmite calma nas horas incertas porque, como ordenador supremo, comanda a tempestade do nosso pensamento, derramando o óleo da alegria e fornecendo o capacete da salvação. Ao inaugurar a nova aliança com o sangue de Jesus vertido em nosso favor, uma maneira nova e viva da presença de Deus estava sendo selada nos corações: o penhor do Espírito Santo, que consola e intercede com gemidos inexprimíveis. Jesus é a fonte da resposta. E porque todas as nossas fontes são nele, podemos, com confiança, achegar-nos ao trono da graça para obter esclarecimento das dúvidas que sobem ao nosso coração, deixando-nos perturbados. E quem não tem dúvida acerca de situações que vão além de nosso entendimento? "Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim." (Jô 14). Assim disse o cordeiro que tira o pecado do mundo antes de ser elevado ao madeiro. Com esta frase, Jesus confortou os discípulos num momento de total incompreensão dos fatos referidos por ele a respeito da obra do calvário. Quantas vezes passamos por tribulações que geram total incredulidade? A Bíblia descreve um Deus que conhece pessoas humanas e tem comunhão com elas, pois são feituras de suas mãos. Por essa razão, ele habita com o pobre e contrito de coração, pois perto está o Senhor.

        A fonte absoluta de paz e segurança é a Palavra de Deus. O Senhor virá quando o invocarmos de todo o coração. Jesus explica aos discípulos que tudo que estava nas Escrituras a respeito de sua morte e ressurreição havia se cumprido. Deixa claro que o entendimento acerca das Escrituras havia acalmado os corações aflitos. Antes de deixar o desespero nascer no coração, atentemos para o que escreve o apóstolo Paulo:

        Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus" (1 Cor. 4:5).

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo Jesus

1 - OUTUBRO - 2009

 
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