Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.
Oséias 2:19,20

            É comum encontrar tanto no Velho Testamento como no Novo a expressão casamento, aliança, matrimônio. Essas palavras denotam a relação de Deus com seu povo escolhido para ser luz das nações.

            Entre os judeus da antiguidade, a festa de casamento era um importante encontro social e acontecia na casa do esposo. Grande banquete que durava até sete dias marcava a união que deveria ser até que a morte os separasse.

            Oseias recebeu o chamado de profeta para despertar em Israel a eterna misericórdia de Deus e seu relacionamento por meio da busca e da fidelidade.

Então, Israel era consagrado ao Senhor e era as primícias da sua colheita. (Jr. 2.2)

            Jeremias, como Oseias, profetizou antes do exílio dos israelitas. Lembrou ao povo o julgamento que viria se o casamento com Deus não fosse honrado.

            Uma aliança foi estabelecida quando Israel saiu do Egito. Mas não foi honrada. Entretanto, a infidelidade do povo não anulou a fidelidade do bom pastor que busca a ovelha perdida.

            Era preciso o retorno ao primeiro amor. À paixão arrebatadora que atraía a glória de Deus vista pelos olhos humanos na tenda da congregação durante a caminhada no deserto.

            Na terra do deserto, entre escorpiões e serpentes abrasadoras, o amor pela busca da face divina se manifestava por nuvens de glórias e colunas de fogo.

Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles. (Os. 14.4)

            Como se casar com Deus, já que espíritos não se casam e nem se dão em casamento? Deus usa figuras de linguagem para melhor transmitir sua mensagem restauradora.

            Oseias responde: o casamento com Deus resulta na justiça, benignidade, misericórdia e no juízo. Valores de peso eterno que não se compram com moeda natural.

            Deus é tudo isso. Seus atributos que revelam a natureza incorruptível daquele que se mantém fiel são comunicados à humanidade para manter a imagem e semelhança dele.

Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. (Ap. 21.2)

            O conhecimento de Deus passa pela obediência e pelo amor incondicional a ele. Para ser a noiva adornada é preciso limpar o coração da maldade do mundo.

            O adorno é a própria vida podada como a videira que apresenta seus frutos na estação própria. O desejo intenso de manter a comunhão com Deus passa pela meditação nas Santas Escrituras.

            É nelas que o poder de Deus se revela. É nelas que o agir divino é demonstrado. 

            Ninguém vai ao Pai se não for por Jesus. O cordeiro que tira o pecado e prepara a noiva adornada permanece batendo na porta do coração e desejando entrar e preparar um banquete de alegria e paz de espírito. Basta dizer o sim no casamento com ele.

            Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

22 - 10 - 2015     

 
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