Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. (Ef.6:11)

 
 

      Todos nós já vivenciamos experiências espiritualmente significantes. Algo que aconteceu e que deixou marcas sobrenaturais, sem que entendêssemos o porquê de certas situações. Os cientistas possuem a visão de um mundo que necessita de investigação e de interpretação das descobertas. Nós carecemos de explicações da nossa visão do mundo que nos cerca. Precisamos entender de onde viemos, nossa identidade, nosso propósito como ser humano a serviço do reino da luz e o que nos impulsiona a agir de determinada forma. Mas não é apenas a visão de mundo materialista que satisfaz nossa alma sedenta de respostas. Há o mundo espiritual, que se localiza na dimensão do invisível, do impalpável, daquilo que acontece num local chamado pelo apóstolo Paulo de regiões celestes.
        No antigo Israel, a visão do mundo espiritual nasce quando Deus concede a Moisés a Lei Moral que determinaria a conduta certa para os recém libertos da escravidão do Egito: o povo escolhido por Deus, a descendência de Abraão que, como as estrelas do firmamento, já não se enumerava. Com a proibição divina em reproduzir imagens de escultura que representasse o Eu Sou, o povo entraria na esfera da adoração em espírito, da evocação a partir do exercício da fé e não de algo materializado. Um Deus invisível, porém presente em forma de sarça ardente, de coluna de fogo, nuvem de glória e de outras poderosas manifestações seria cultuado sem representação nenhuma. O amor desse Deus estava projetando o exercício da mente de seu povo para viver o invisível, o sobrenatural.
        No Novo Testamento, surge uma figura pouco comentada no Antigo, que é a do diabo, o acusador, tentador e enganador. Ele é o comandante do mundo espiritual tenebroso. E conhecendo bem as artimanhas dele, Paulo escreve aos irmãos de Éfeso: "porque a nossa luta não é contra carne e sangue, e sim contra os principados, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". (Ef.6:12). Paulo não disse algumas lutas, mas a nossa, adentrando o campo semântico de TODAS as lutas. Logo, situações que nos afligem, nos entristecem e nos preocupam deixam de ser meras conseqüências de nossos atos e passam a significar lutas que irão requerer armas poderosas em Deus para combate. Não precisamos de sabedoria humana para nos mover nesta vida, mas da graça divina. Conhecemos um Deus que tem cuidado de nós. Por que então nos preocupamos de forma a prejudicar o ritmo normal de nossa vida? Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força. Por que então nos entristecemos a ponto de paralisar nossos projetos? Por que não estamos lutando contra nós mesmos ou contra outros seres humanos, mas contra seres espirituais. Se pensarmos como a Bíblia nos ensina, em vez de lançar culpa em nossos corações, vamos buscar respostas. Em vez de ficarmos enraivecidos com pessoas, vamos suplicar em oração o favor divino. A partir do versículo 18 de Efésios 10, há uma exposição de armas a nosso alcance: verdade, justiça, evangelho da paz, fé, salvação e palavra de Deus. O versículo 18 ressalta a importância de orar em todo tempo no espírito com súplica. A Palavra nos ensina que determinada casta só é expelida mediante oração e jejum. Uma vida disciplinada a jejuns e intercessões é necessária para se habia neste mundo influenciado pelas hostes espirituais da maldade, pois o deus deste século estará presente até o dia em que Jesus destruirá todo principado e toda potestade, finalizando o sofrimento e entregando a Deus Pai o reino para que ele seja tudo em todos. Então virá o fim. Enquanto a plenitude dos tempos não se estabelece, o nosso papel é agregar valor ao reino da luz, identificando as artimanhas do inimigo de nossa alma e tomando posse das armas capazes de desfazer sofismas e quebrar fortalezas malignas.
        "Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não vêem: porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas". (Ii Cor 4:18).
        Paulo não disse em "algumas coisas", mas NAS coisas. Portanto, o que está por trás de cada luta que passamos é algo pertencente ao invisível, aos que habitam nas regiões celestes e produzem reflexo no mundo materializado. Há uma sombra do onipotente que nos faz descansar em pastos verdejantes, longe da sombra negra, porém, é lei espiritual que invoquemos o nome do Senhor, que clamemos a ele, e que apresentemos a ele em oração e súplicas toda nossa necessidade. Sem uso das armas poderosas em Deus, não há vitória. O povo de Israel teve que aprender a invocar o nome do Todo Poderoso para vencer suas batalhas.

        "Porque Deus que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo." (II Cor 4:6). Somente Jesus traz o esclarecimento das situações incompreensíveis, por meio do Espírito Santo. É na sua Palavra que encontramos os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, tão necessário para nossa sobrevivência, lembrando que o nosso descanso não é aqui
(Miq 3;10).
        O SENHOR É BOM, UMA FORTALEZA NO DIA DA ANGÚSTIA, E CONHECE OS QUE CONFIAM NELE. ( Naum 1;7). A fé é o escudo que apaga todo dardo inflamado do maligno.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

5 - 10 - 2009

 
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