O Senhor é bom para todos e a as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras
(Salmo 145:9)

      Graça é favor imerecido, é o amor de Deus sempre presente e atuante no mundo. Graça que salva, humaniza e transforma vem do Pai das luzes. O rei Davi oferece louvores a Deus pela sua grandeza, bondade e providência, afirmando que em todas as suas realizações a misericórdia se faz presente, e, por essa razão, meditará no glorioso esplendor de sua majestade. A bondade de Deus ultrapassa a dimensão do nosso entendimento, principalmente quando ele traça nossos caminhos na tormenta porque precisa nos livrar do laço do passarinheiro. Se pudéssemos contemplar o movimento que acontece na região espiritual, veríamos a terna misericórdia do Senhor permeando todas as suas obras. O amor de Deus é criativo e supera nossos limites. Assim como temos que ser perfeito como perfeito é nosso Pai Celeste, necessitamos de amar com criatividade, driblando as astutas ciladas do adversário de nossa alma e lembrando que o Senhor é bom para todos.
      As pessoas chegam a nossas vidas e trazem seus valores, suas idéias, seus horizontes. Trazem também suas fraquezas, seus medos, suas limitações. Essas realidades fazem parte da natureza humana e demandam a graça redentora de Deus, expressa nas atitudes e nas mãos dos filhos que já estão no Filho. O novo nascimento nos transporta para o reino do Filho do amor de Deus e nos obriga a agir com misericórdia e bondade para com o próximo. No espaço em que estamos, temos o dever de internalizar o gesto criador de Deus para que a santidade brote do nosso ser. Essa atitude de recriação dos valores eternos requer coragem e esforço. Coragem para tomar posse das promessas de Deus e esforço para adquirir os valores do reino dos céus. O evangelista Lucas ensina que o reino de Deus não vem com visível aparência, mas está dentro do coração de cada um. Ser bom, amável e misericordioso é expressar o reino de Deus que começa como uma semente de mostarda, e que cresce até se transformar na maior das árvores e a ser fonte de sombra e abrigo para os necessitados.


O Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos (Sl.146:8).

      Situações, palavras, gestos e olhares podem gerar tristezas e angústias a ponto de nos deixar abatidos, sem forças para caminhada. Todavia, a graça curadora de Deus nos convoca a não perder a fé e a prosseguir em busca da vitória, porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre. Quando entendermos que o amor é o somatório de defeitos e qualidades, e que amar é o exercício de saber que as pessoas carregam em si o que há de bonito e vergonhoso ao mesmo tempo, vamos praticar o que Jesus ordenou há mais de 2 mil anos: negar-se a si mesmo, carregar a cruz e segui-lo. Assim, vamos carregar no nosso corpo as marcas do sofrimento de Cristo para então carregar a glória que há de ser revelada. Jesus, a plenitude da revelação de Deus nos ensina a ser misericordiosos como condição básica para alcançarmos misericórdia. Deus toca em nossas vidas pelas mãos humanas. Quantas vezes esperamos os cuidados do Pai e não percebemos que ele tem zelado de nossas vidas ao usar seres humanos para o suprimento de nossas necessidades! É a mão do próprio Deus acariciando nossos corações e não nos permitindo ser tentados além de nossas forças. Onde houver um ser humano sendo tocado com a graça misericordiosa, ali haverá renovo e abundância de alegria.

Num ímpeto de indignação, escondi de ti a minha face por um momento, mas com misericórdia eterna me compadeço de ti,
diz o Senhor, o teu redentor.
(Is.54:8)

      O profeta Isaías anuncia a eterna compaixão de Deus pelo seu povo amado numa visão de consolo em tempos de angústia, da mesma forma que o salmista expressa as bem-aventuranças na vida daquele que tem o Deus de Jacó por auxílio ( Sl.146:5). Vale esperar pelo Santo de Israel. Vale clamar pela revelação que traz cura, incentivo e esperança. Saber que a bondade eterna de Deus nos preserva em meio às tribulações, é crer, acima de tudo, que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã e que são a causa de não sermos consumidos.
      Que possamos, nos momentos de angústias, fazer da Palavra de Deus o fundamento de nossas emoções para percebermos a salvação divina em sua variada plenitude, e glorificarmos e exaltarmos o Deus que tem cuidado de nós, a partir de sua eterna bondade e misericórdia.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

:.IEMB 12 - 10 - 2009.:

 
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