Riquezas da eternidade
Porque,   onde   está  o   teu   tesouro,
aí   estará  também   o  teu   coração.
(Mt 6.21)

      Jesus, no Sermão da Montanha, mergulha profundamente em suas diretrizes espirituais até o ponto em que leva seus ouvintes a uma reflexão sobre a riqueza terrena. Ele não condenou posses materiais e nem o prazer das coisas valorosas deste mundo. Entretanto, fez uma advertência: a atitude correta em relação às riquezas é a marca da verdadeira espiritualidade. Essa idéia está implícita em Mateus 6:19: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam. O materialismo pode nos rebaixar a condição de escravos quando o amor ao dinheiro alimenta a raiz de todos os males.

      A prosperidade é bem-vinda quando usamos tudo que temos para a glória de Deus, pois ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém (Salmo24). Toda a terra é minha, disse o Criador em Êxodo 19:5, mas em sua bondade ele a compartilha conosco. E é prazer divino a bênção sobre a humanidade, pois o Deus que mantém em perfeita ordem a criação se compraz em derramar riqueza e sabedoria do Trono da graça. O profeta Isaías anuncia as boas novas da salvação declarando: ...comereis as riquezas das nações e na sua gloria vos gloriareis (Is. 61:6). Em que contexto Jesus, então, adverte aos discípulos para ajuntar tesouros no céu? O Filho de Deus, que se fez pobre para enriquecer todos quantos o aceitam, ensina-nos o compartilhamento. Ajuntar tesouros no céu é dá pão ao faminto e água ao sedento. É pegar cinco pães e dois peixinhos e entregar a Deus para o milagre da multiplicação. É sair da esfera do egoísmo excêntrico e compartilhar as habilidades e as posses para a glória de Deus Pai. É se colocar como um intercessor e pedir ao Pai das Luzes direção para aplicar os recursos recebidos do céu em seu reino. Dessa forma, nem a traça nem a ferrugem irão corroer, e não haverá escavação e roubo pelos ladrões.

      Não digas, pois, em teu coração: a minha força e o poder de meu braço me adquiriram estas riquezas (Deut.8:17). É Deus quem dá a força e tudo que temos vem dele. Quando o louvor é direcionado à força do braço, as riquezas estão sendo acumuladas sobre a terra e não no céu. Toda honra, todo louvor, toda glória devem ser focados em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Ao atribuir ao Deus trino a origem das bênçãos materiais, o coração se quebranta para obedecer ao mandamento divino que está descrito em Deuteronômio 15:11 - Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre da tua terra. Ser bênção na vida do próximo entra na dimensão do tesouro eterno, cujo coração deve ser aplicado. A moeda para adquirir as riquezas eternas é o amor sacrificial, que tudo sofre, tudo suporta, tudo perdoa.

      Porque o Senhor, teu Deus, te faz entrar numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, de mananciais profundos, que saem dos vales e das montanhas... (Dt 8:7). É Deus que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento e espera que tenhamos responsabilidade em difundir os valores de seu reino. O Espírito Santo é o manancial de águas profundas que nos convence que a boa terra está ao nosso alcance quando depositamos nossa confiança no trono da graça. É de lá que vem o nosso sustento, a nossa saúde e a capacidade de adquirirmos riquezas. Lembremos que se o nosso tesouro estiver no céu, nosso coração lá estará. O perigo é quando o tesouro for escondido na terra, onde perecerá sem detença. Que o nosso coração esteja apto a compartilhar as bênçãos recebidas.

Por     Auxilandia,     pastora     em     Cristo,     serva     de     Deus.

5 de novembro de 2009



 
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