A revelaçao do amor eterno no filho


O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos
(João 3:35)

        Há confiança na relação familiar. O pai outorga ao filho certas responsabilidades e se regozija no resultado. Deus, em sua agenda eterna, decide, antes da fundação do mundo, eleger um ente divino para, mediante a encarnação, promover a redenção da humanidade. Tomando o modelo de família para o envio deste ente, ele decide, em seu conselho eterno, chamá-lo de Filho. O salmista, pelo Espírito, escreve: Proclamarei o decreto do Senhor: Tu és meu Filho; eu, hoje, te gerei. O escritor de Hebreus também confirma: Eu lhe serei por Pai e ele me será por Filho. (Heb. 1:5). Deus se revela como Pai não apenas do redentor, mas de todos aqueles que confessam Jesus como Senhor. O amor do Eterno Deus foi comunicado no Filho pelo Espírito Santo e todas as coisas foram confiadas em suas mãos para uma obra redentora.
     Por meio do Filho possuímos o Pai. Jesus, em seu ministério terreno, conforta seus discípulos, ensinando o caminho para tocar o céu. Ele disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (Jo14:). O Deus que faz seu nome conhecido revela seu amor no Filho para que este, sendo o mediador da humanidade, infunda, por meio do Espírito, o amor entre seus irmãos. Porque, tanto o que santifica como os que são santificados, são todos de um só. Por isso, não se envergonha de lhes chamar irmãos. (Heb. 2: 11).
        Que possamos conhecer o mistério do Pai e carregar na fronte o nome do Filho, para que toda potestade, e todo principado maligno, seja aniquilado com o sopro do Espírito, que nos delega a unção que quebra todo jugo. A revelação de Deus em nossos corações é necessária para adentrarmos nos ritmos eternos e driblar as artimanhas satânicas. É na força do poder do nome que está acima de todo nome que vencemos o dia mau. Pedro, quando confessa a procedência de Jesus, afirma pelo Espírito: Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo. O redentor afirma que esta resposta veio do Trono da Graça e não do conhecimento racional de seu discípulo. Somente Deus nos capacita a enxergar as coisas espirituais.
O amor é um elemento pertencente ao reino eterno e, portanto, deve ser materializado por meio de ações. Assim, conhecendo o Pai por meio do Filho, somos chamados a desenvolver o amor no modelo de Cristo: sacrificial, doador, benigno, sofredor, pacífico. Valores que garantem a santificação são adquiridos pelo desenvolvimento de nossa salvação. Somos salvos para realização das boas obras, que inclui o conhecimento da revelação do Deus criador.
         Participar da riqueza e do amor do Filho é aceitar o sacrifício da cruz do calvário. Para fazer parte da família divina e receber a herança junto aos santos, é necessário compreender que Jesus é a expressão maior do amor de Deus, e rejeitar essa doutrina é, simplesmente, rebelar-se contra a autoridade suprema do universo, que é o Pai. Jesus teve que ser morto, humilhado e maltratado para que pudéssemos herdar a salvação e ser admitidos como filhos, por adoção. Por essa razão, convém que ela cresça e que nós diminuamos (conselho do profeta João Batista).
         O Espírito de Deus me fez e a inspiração do Todo Poderoso me deu vida (Jó 33:4). Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus.
O atributo divino amor é comunicável a humanidade, de forma que temos acesso a Deus por meio de Jesus, e recebemos dele toda sua plenitude, e graça sobre graça.

Por Auxilandia, serva de Deus pastora em Cristo.

9 de novembro de 2009

Toda honra e toda glória sejam dadas ao Senhor Jesus. Amém !

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|