O Senhor dará força ao seu povo;
O Senhor abençoará o seu povo com paz
(Sl. 29:11)

        Há a busca de paz em toda parte. Manifestações e acordos pacíficos são realizados para erradicar a guerra, a falta do entendimento que leva às divergências. O mundo conceitua paz como ausência de conflitos. E a Bíblia? O que diz a respeito dessa virtude tão procurada pela humanidade? Jesus, quando foi feito menor do que os anjos e habitou em nosso meio, avisou aos discípulos que no mundo haveria aflições, fornecendo-lhes a receita para travessia das tempestades da vida. Ele ordenou: tende bom ânimo! Davi vive um momento de sua vida regado a trovões, chuvas, relâmpagos e torrentes quando o rei Saul convoca sua tropa e inicia uma perseguição com o fim de matá-lo. Por mais de uma década, o futuro rei de Israel (Davi) vive agonias para escapar da morte. Para vencer, entregava-se à adoração ao Senhor compondo salmos, tocando seus instrumentos e confiando naquele que podia livrar sua alma das garras de seus inimigos.

        O Senhor é nosso rei e será por toda a eternidade. É ele quem fortifica seu povo e o abençoa com paz, não como o mundo a dá, mas a paz que transcende nossa razão e adentra os ritmos eternos, provocando a alegria interior que só se tem quando se invoca o nome que está acima de todo principado e potestade. Como fazer isso em meio às turbulências da vida? De onde tirar a força para clamar e ser contemplado com descanso interior? O apóstolo Paulo, da mesma forma que Davi, vive momentos regados a naufrágios de navios, a apedrejamento, a insultos, alta de roupas e alimentos, tremores por dentro e por fora. Por isso, ele escreve aos irmãos de Éfeso: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força de seu poder. (Ef.6:10). Uma das formas de se fortalecer no Senhor é cultivar a oração, principalmente em meio às situações perigosas e difíceis que inclui enfermidades, tristezas, angústias, falta de esperança, grande agitação emocional, desprezo e sensação de abandono. É exatamente em momentos assim que o adversário de nossas almas insere, em nosso coração, desânimo e incredulidade. Temos que conhecer suas armas de guerra e combatê-lo com as armaduras de Deus: capacete da salvação, evangelho da paz, cinto da verdade, couraça da justiça, Espada do Espírito (Palavra) e oração em todo tempo. Quando derramamos nossa alma para Deus, a paz tão procurada brota como rios que fluem do interior. Uma das funções divinas do Espírito Santo é fornecer o consolo, que faz a Palavra penetrar na mente até dividir alma e espírito e discernir os propósitos do coração. Então, com gemidos inexprimíveis, intercede junto ao Pai para que tenhamos a vida em abundância. Não há outro caminho para aliviar as dores emocionais que dia após dia invade nosso ser. É por meio da oração que trazemos a presença do Todo Poderoso e encontramos alívio para os sofrimentos. Quem não sofre nesta vida? Todos enfrentam a falta de tranqüilidade, quer ricos, quer pobres. Os que buscam a face do Senhor encontram paz, que não é ausência de problemas, mas a capacidade de sobreviver em meio às diversidades e ainda glorificar a Deus, pois em tudo a graça deve ser dada.

        Assim como Noé viu o arco-íris depois da tempestade, podemos ter em Jesus, que fornece, por meio da Nova Aliança firmada com seu precioso sangue, uma vida cristã vitoriosa.

        Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhes glórias, porque vindas são as bodas do cordeiro! ( Ap. 19:7). Neste universo, somos apenas peregrinos. Haverá um tempo em que toda lágrima será enxugada, então a paz reinará de eternidade a eternidade. Até lá, sigamos pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu (Heb. 10:20) e aguardemos a promessa, porque fiel é o que prometeu.

 
 
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