E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são
preceitos de homens.

(Mt 15:9)

        Adorar é prestar honras ou homenagens a um ser divino. É ofertar o nosso coração a Deus e mover o céu a nosso favor. Somos em Cristo casa espiritual, sacerdócio santo, pedras que vivem para edifício e morada de Deus no Espírito. (I Pe 2:5, Hb 10:19). Por essa razão, é necessário apresentarmos diante do único que é digno de receber toda honra, toda glória com cânticos, salmos, intercessão e com a colocação dos dons a serviço do reino. Adorar é obedecer, é santificar, é confiar na provisão divina, é ser guiado pelo Espírito. Mas de que forma promover a adoração que não se baseia em preceitos humanos? Uma vida frutífera é a resposta de que adoramos em conformidade com a Palavra de Deus. O fruto do Espírito (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio) deve ser refletido em nossa vida cotidiana, pois é isso que glorifica o Pai (Jo 15:8).

        Associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio. Com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Essas coisas existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. (2 Pe 1:5). Encher-se da glória de Deus é desenvolver o fruto do Espírito e prestar honras com o coração e não somente com os lábios. Para conseguir esse nível de adoração, é preciso amar a Palavra e meditar nela dia e noite, pois as sagradas Escrituras nos direcionam a uma vida frutífera e a um relacionamento coerente e autêntico com o que está assentado acima das estrelas. Deus se revela a nós por meio de sua Palavra, de visões, de sonhos, de profecias, evocando para si o direito de ser adorado em espírito e em verdade. Os levitas, no Antigo Testamento, eram os responsáveis pelo ensinamento e faziam isso mediante salmos, cânticos e ministração da Lei e dos Estatutos dados por Deus a Moisés e aos Profetas. Porém, acima disso, Deus exigia um puro coração, um espírito reto e inabalável. Quando ministravam, muitas vezes a glória de Deus enchia o templo ( II Cr. 5:13-14). A expressão de amor e paixão à Palavra é uma forma de adorar que foge aos preceitos racionais. É como um rio que flui do interior e alcança dimensões espirituais que tocam o céu dos céus.

        Amém! O louvor e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém. (Ap. 712). A graça redentora e a unção de Deus são trazidas para a região física por meio de nossa adoração em palavras, em cânticos, em estilo de vida, em serviço na casa de Deus. Adorar é estar disposto a sofrer por Jesus e a ofertar no seu reino. Não apenas dinheiro compõe a oferta, mas principalmente o coração quebrantado e o sacrifício de louvor, que, conforme explica o escritor de Hebreus, é a mútua cooperação e o fruto dos lábios de quem confessa a Jesus como Senhor. A música e o cântico não é a fase principal no processo de adoração, mas os frutos do nosso serviço como cristão que são vistos por atitudes que revelam a mente e o caráter de Cristo.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

09 - 12 - 2009



 
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