Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela porque a sua malícia subiu até mim.
(Jn 1:2)

        Por volta de 780 a.C., Jonas recebe um chamado de Deus para se deslocar até Nínive, localizada na Assíria, com a missão de anunciar o juízo divino caso seu povo não se arrependesse das maldades ali praticadas. Esta cidade tornou-se, na antiguidade, conhecida como o palco da violência, da crueldade, onde mulheres grávidas eram rasgadas ao meio, e aos velhos e doentes eram impostos fardos pesados. A misericórdia e a graça figuravam como conceitos desconhecidos entre os ninivitas. Mas em meio a toda essa malícia, revelou-se a graça salvadora do Deus de Israel que se compadeceu do povo de Nínive e a ele respondeu com amor eterno e com benignidade.

O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras (Sl 145: 9).

        Jonas não teve a mesma visão do salmista, e por isso fugiu da presença do Senhor porque sabia que o Santo de Israel agiria com clemência, misericórdia, piedade, e longanimidade para com aqueles pecadores. Desobedece à ordem divina e atrai tempestade para si e para os que estavam no navio com ele. Arrependido de ter contrariado a vontade de Deus, após experimentar o perdão, e de passar três dias e três noites no ventre de um grande peixe, Jonas anuncia o oráculo de Deus e Nínive se converte de seu mau caminho. A vontade do Deus soberano prevalece e aquele que se rebela paga um alto preço.

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? (Lc 6:46).

        Essa pergunta saiu dos lábios de Jesus no Sermão da Montanha para reflexão de seus discípulos e de toda multidão que o ouvia. A essência da conversão é reconhecer Jesus como Senhor e se colocar na condição de servo fiel. Obedecer a Deus envolve uma atitude pautada nos princípios morais e espirituais e não somente num conjunto de regras formais. Palavras ou atitudes religiosas não substituem a obediência requerida para adentrar na eternidade. Para Jesus, a vontade do Pai foi o alimento que o saciou e o conduziu ao cumprimento da obra redentora na cruz do calvário. Jonas serviu de alimento para um peixe por três dias e aprendeu que a vontade do Todo Poderoso é a expressão do amor pelas vidas que se perdem. Compartilhar a mensagem divina aos perdidos para que alcancem a salvação e façam parte da herança dos santos é aderir à mensagem da cruz. Jesus delegou a tarefa do anúncio do evangelho à humanidade, outorgando-lhe autoridade e unção. Estamos obedecendo ao Ide de Jesus? (Mt 28:9) Ou estamos atraindo as conseqüências da rebelião?

O que torna agradável o homem é a sua misericórdia ( Pv.19:22).

        A bíblia foi inspirada pelo Espírito Santo com propósitos doutrinários, espirituais e morais. O escritor de provérbios declara que a misericórdia é base para o relacionamento com o homem e com Deus. Se Jonas atentasse para o fato de que Deus agiria com bondade independentemente da vontade humana, não teria entrado no navio que partia para Társis, e sim para Nínive, conforme a ordem soberana. Não podemos esquecer que o Deus que determina os fins - seu propósito - também determina os meios para alcançar esse fim. A soberania de Deus é uma das grandes motivações da vida cristã, pois Cristo é a revelação do Pai, que está assentado num alto e sublime trono e tem o controle do universo em suas mãos.

Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? E a sua mão estendida está; quem, pois, fará voltar atrás? (Is. 14:27)

        A rebelião nos coloca numa posição de perdas, de danos e de sofrimento. O melhor é se enquadrar na vontade daquele que governa toda criação e obedecer a tudo que ele ordena, porque nós conhecemos em parte. (I Co 13:9)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

Toda honra e toda glória sejam dadas ao Senhor Jesus. Amém !

20 - 12 - 2009




 
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