É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc 2:11)

        Esse texto bíblico foi pronunciado por um anjo do Senhor aos pastores que guardavam seu rebanho numa região próxima a Belém. A história judaica relata que o rebanho era guardado a céu aberto entre março e dezembro. Aqueles pastores foram alvos da boa nova anunciada em meio a um brilho da glória de Deus, cujo temor brotou no coração deles. Mas a ordem foi para retrair o medo, pois uma grande alegria estava por vir: a notícia do nascimento do Messias. Em seguida, apareceu com o anjo uma milícia celestial, louvando a Deus e dizendo

        “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem.” (Lc 2: 13-14). Foram até Belém e confirmaram a boa notícia recebida do anjo do Senhor. Jesus havia nascido! A promessa messiânica anunciada pelos profetas do Antigo Testamento havia-se cumprido! A paz anunciada pela milícia de anjos retrata, entre outras aplicações, relacionamento harmônico entre Deus e os seres humanos, seres humanos entre si, nações e famílias. Jesus, como o Príncipe da Paz alumia os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirige nossos pés pelo caminho da paz ( Cântico de Zacarias – Lc 1: 79).

        O profeta Isaías, por volta de 740 a.C., alertou ao povo hebreu que a santa semente brotaria. O renovo ou rebento, que sairia da raiz de Davi, torna-se parte das figuras da promessa messiânica cumprida na plenitude dos tempos, em que Jesus, nascido de mulher, nascido sob a lei, toma seu lugar no mundo como luz, sal, pão que desceu do céu. O Jesus histórico muda os rumos da história e estabelece uma nova contagem de tempo para os que reconhecem sua vinda como o Filho de Deus. É recebido como luz para revelação aos gentios e para glória do povo de Israel. É o Príncipe da Paz, o Pai da Eternidade, o Conselheiro, o Deus Forte e o Maravilhoso, prometido por Isaías. O nome Jesus significa Deus salva, uma vez que o Espírito do Vivo Deus repousaria sobre ele (Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de fortaleza e do temor do Senhor).

        A igreja é uma extensão da encarnação de Cristo (corpo de Cristo) e recebe os dons e o Fruto do Espírito para edificação deste corpo. “Agora o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito” (Is 48:16). Jesus foi o missionário enviado diretamente do Trono Divino para comissionar seus discípulos e enviá-los até aos confins da terra.

        Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção, sobre os teus descendentes. Um dirá: Eu sou do Senhor; outro se chamará do nome de Jacó; o outro ainda escreverá na própria mão: Eu sou do Senhor, e por sobrenome tomará o nome de Israel. (Is 44:3-5). Aqueles que recebem a Jesus tornam-se filhos de Deus e recebem a maior dádiva: a salvação da alma para o dia do juízo final. É necessário fé para crer que o Cristo que nasceu, morreu e ressuscitou é o único caminho que leva à vida eterna ao lado do Deus que é amor, e sua ira é apenas o resultado da seriedade desse infinito amor para com a humanidade. Portanto, crer que Jesus é o Senhor nos transporta da ira de Deus para sua graça e nos remete ao Paraíso, onde habita perfeita harmonia. Quando Deus se revela, revela a eternidade. Jesus veio comunicar essa revelação e integrar nossa vida na dimensão eterna. Cristo é o mistério da vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável.

        Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar a sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera a nossos pais. (Lc 1:54 – Cântico de Maria).

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

27 - 12 - 09

 
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