Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma
(2 Co 12:15)

O apóstolo Paulo, em sua defesa quando discursava perante o rei Agripa, em Cesaréia, relatou o acontecimento que marcou sua conversão ao Cristianismo: "vi uma luz do céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões." (Atos 26:14). A partir deste momento, Paulo começa a compreender seu chamado missionário. Ele havia sido escolhido para ser enviado às nações e falar do eterno amor de Deus. Esse ministério culminou numa série de sofrimentos por amor à obra. Como ministro de coisas celestiais, ele lembra aos irmãos de Corinto que não poderia haver nada que fosse motivo de escândalo em coisa alguma, para que o ministério não fosse censurado (2 Co 6:3). Então, com humildade e paixão pelo evangelho, demonstrou que de boa vontade se gastava e ainda se deixaria se gastar mais, com o objetivo de resgatar almas do império das trevas para o reino do Filho do amor divino. Esse apóstolo nascido fora do tempo, como ele mesmo pronunciou, alargou as tendas de seu pensamento para entrar na dimensão da sabedoria que desce do alto. Inspirado pelo Espírito, ele descreve as abnegações necessárias para se vencer as portas do inferno que se levantam contra a igreja de Cristo. Como despenseiros dos mistérios de Deus, Paulo traz à memória nossa participação nos sofrimentos de Jesus: "na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas quer defensivas, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo." (2 Co 6:4-10). Esse é o peso de nossa cruz, que dia após dia temos que carregar no contexto de missões. Mas a recompensa virá e o sol da justiça nascerá trazendo salvação e alegria que excede todo entendimento. Isaías, o profeta messiânico, alertou aos israelitas que não perdessem a esperança: Tragará a morte pela vitória, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio de seu povo, porque o Senhor falou. (Is 25:8). Jesus garante que os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Vale sofrer por amor ao reino que jamais terá fim? Não resta dúvida que vale, pois os sofrimentos desta vida não se comparam à glória que há de ser revelada em Cristo Jesus. Somos, sim, participantes da cruz de Cristo para com ele desfrutar, também, de sua glória. Em seu amor, Deus nada procura para si mesmo. Por amor à obra redentora de Deus, que foi iniciada com o envio de Jesus, como a semente missionária, nada procuramos para nós mesmos. Apenas nos desgastamos em prol de muitas almas. "Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo" (2 Co 1:5).

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

12 - 01 - 2010

 
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