Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade, e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança?
(Mq 7:18)

Perdoar é remir uma culpa, uma pena. É, segundo o dicionário Aurélio, "renúncia de pessoa ou instituição à adesão às consequências punitivas que seriam justificáveis em face de uma ação que, em níveis diversos, transgride preceitos jurídicos, religiosos, morais ou afetivos vigentes". Perdoar, no conceito bíblico, é um mandamento. Jesus ensinou aos discípulos o princípio que envolve o perdão. Recebemos a remissão de nossa culpa à medida que liberamos o perdão. O calvário foi a demonstração física do Deus que, antes da fundação do mundo, preparou o cordeiro para expiar a culpa da humanidade. A partir deste gesto de amor eterno, carregamos no coração a divina semente, o componente moral que nos remete a amar o próximo no padrão divino. Perdoar é amar no padrão divino. É crucificar a carne para garantir um crescimento espiritual e atingir a eternidade.

Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. (Sl 130:4) Darei então lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, para que o sirvam com um mesmo espírito.
( Sf 3:9)

Quando ocorre a mágoa, abre-se uma ferida na alma, dificultando o fluir do perdão. Somente o bálsamo do Espírito Santo traz a cura necessária e conduz ao arrependimento e à aceitação da desculpa. O profeta Sofonias escreve ao povo de Israel, lembrando a necessidade de se invocar a Deus, para que palavras saiam dos lábios como aroma agradável, e não como flecha mortífera. O nosso falar, muitas vezes, rasga o coração e provoca morte nos relacionamentos. Perdoar, então, traz a restauração do convívio exigido dentro de uma relação baseada nos ensinamentos do cristianismo. A ordenança de Deus nesta área não pede que façamos, mas obriga-nos a fazer. Ao desprezar essa ordem, corremos o risco de adentrarmos a esfera da desobediência, com a consequência de ser influenciado pelo príncipe da potestade do ar e sair da proteção do Criador, que nos guia pelo seu santo Espírito. O apóstolo Paulo nos exorta a não apagar o Espírito Santo. A relação estabelecida por Deus no início da criação foi o relacionamento entre a própria criação e com ele. Portanto, qualquer quebra nas relações humanas sem que haja o perdão, provoca o bloqueio no relacionamento com Deus.

E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão de pecados
(Heb 9:22)

A providência vinda do Trono da Graça para remissão dos nossos pecados foi o sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Ele se fez pecador em nosso lugar. Dessa forma, fomos salvos da penalidade do pecado. Mas temos que desenvolver nossa salvação para sermos salvos da influência do pecado. A santificação nos leva a uma vida que de glória em glória se revela na própria imagem do Filho que em tudo foi tentado, mas não cedeu ao pecado. Assim, recebeu a honra de ter sido oferecido como libação, como holocausto para remissão de todo pecador. É necessário trazer esta bênção para a dimensão física por meio da aceitação de seu sacrifício perdoando e pedindo a ele o perdão. Olhando para o autor e consumador de nossa fé, adentramos o céu pelo sangue de Jesus.

Purifica-me com o hissopo, e ficarei puro. Lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
(Sl 51:7).
Perdoar manter as vestes brancas.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

19 - 01 - 2010

 
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