Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.
(Ef. 5:2)

        Em termos bíblicos, a obediência não deve ser entendida como a de um escravo que é motivado a cumprir seus deveres para evitar o castigo, simplesmente. O que Deus ordena deve ser cumprido a partir da motivação de um coração contrito e quebrantado. Jesus andou em estrita harmonia com o Pai: "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração está a tua lei" (Sl 40:8). O evangelista João registrou uma frase que denota o alinhamento das vontades do Filho com as do Pai: "Porque eu faço sempre o que lhe agrada" (Jo 8:29). Mas fazer o que satisfaz a quem é o senhor nem sempre é aprazível ao servo. Antes de enfrentar a via crucis, Jesus, como homem, rejeitou o peso do calvário. Porém, por optar a não fazer a sua vontade, mas a de quem havia lhe enviado para uma missão redentora, foi sincero ao exclamar com gotas de sangue: "Passa de mim este cálice sem que eu beba, todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." Contudo ele foi e enfrentou o calvário por mim e por você. Esse era o propósito do Deus que redime mesmo a preço do sangue de seu Filho oferecido como oferta e sacrifício em aroma suave. "Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o autor da salvação eterna para todos que lhe obedecem." (Hb 5: 8-9)

        Um Deus puro e santo tem prazer no sofrimento de alguém? De forma alguma. Há uma realidade espiritual que nos remete ao entendimento da necessidade de redenção para toda criação e só há remissão de pecados com derramamento de sangue. A natureza geme e aguarda por esse glorioso dia, em que a recriação sem pecado tomará o lugar dos espinhos e abrolhos que foram lançados com a queda do homem no Jardim do Éden. O profeta Isaías nos lembra que aqui não é o lugar de descanso. Nossa peregrinação nesta terra não passa de uma pausa na eternidade gloriosa que nos espera, pois o sangue do cordeiro foi suficiente para garantir essa vitória futura. Até lá, resta-nos obedecer aos preceitos divinos registrados em sua Palavra, as Sagradas Escrituras, e em direções apontadas pelo seu Espírito que nos guia a toda verdade. No momento em que nos tornamos filhos da luz, não mais devemos andar como os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos (Ef. 4:17), lembrando-nos de que os pensamentos de Deus e seus caminhos são mais altos, uma vez que somente ele tem o conhecimento do futuro.

        Assim, queimarás todo o carneiro sobre o altar; é holocausto para o Senhor, de aroma agradável, oferta queimada ao Senhor. (Ex.29:18). Antes do sacrifício eterno de Jesus, os animais eram oferecidos para expiação dos pecados. Na plenitude dos tempos, o sofrimento dessas criaturas foi substituído pelo o do cordeiro que tira o pecado do mundo. O apóstolo Paulo, em suas cartas, deixa claro o sofrimento que padeceu para anunciar o evangelho. Somos parceiros de Deus em sua recriação e, como tais, devemos entender que em diversos momentos estamos sendo oferecidos como oferta queimada ao Senhor, de aroma agradável às suas narinas. Agradável porque um propósito redentor está sendo cumprido a partir das tribulações e sofrimentos pelos quais passamos. O Filho chegou até a morte de cruz. Nós somos seus imitadores para sermos participantes da glória que há de ser revelada. Quanto maior é a nossa luta espiritual, que se reflete no mundo físico, maior a nossa participação nos sofrimentos de Cristo e maior a coroa da glorificação. A ordem divina é: Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos ( Fl 4:2) mesmo em meio aos sofrimentos.

        Paulo, depois de tantas tribulações por executar a vontade de Deus, concluiu: Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em toadas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez. Tudo posso naquele que me fortalece. (Fl. 4:11-13). Se você é um servo obediente, imitador do Filho de Deus, prepare-se para ser oferecido como libação, como holocausto em prol do reino dos céus. E a recompensa será eterna, cujo preço para adquiri-la é o amor, que excede todo entendimento.

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.

01 - 02 - 2010

 
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