O marco divino

Põe-te marcos, finca-te postes que te guiem, presta atenção na vereda, no caminho por onde passastes
(Jr 31:21)

        O que faz que alguns atos praticados pela humanidade sejam certos e outros não? Em suas ações, Deus é descrito como alguém que faz somente o que é certo. Isso porque a pureza moral divina é baseada na retidão e, sua lei, sendo expressão exata de sua natureza, é tão perfeita quanto ele. Por essa razão, ele nos chama, mediante sua Palavra, a guardar seus regulamentos nas tábuas de nosso coração e a não se apartar de seus preceitos. Para tanto, fornece-nos postes que iluminam nossos caminhos, marços que definem nossa atuação na caminhada da vida.

Assim diz o Senhor: ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma.
(Jr 6:16)

        O bom caminho é o que conduz à salvação. Mas é estreito, sofrido e, muitas vezes, sobem dúvidas ao nosso coração andar nele. A nossa razão nos remete ao questionamento de que filhos de Deus não deveriam passar por tribulações. Entretanto, o próprio Jesus deixou registrado que as aflições pontuariam nosso dia a dia. Porque Deus é santo, os que o seguem também devem ser santos. Santidade requer esforço, sacrifício para não se desviar das veredas traçadas pela lei divina. O povo de Israel ouviu: Eu sou o Senhor, vosso Deus, portanto vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo ( Lv 11:44). Ao tomar decisões, escolhemos padrões objetivos de certo e errado, um referencial que faz parte da própria estrutura da realidade em que vivemos. Mas para os cristãos, a realidade de nossa escolha está nas Sagradas Escrituras. São elas que testificam de Jesus, que fornece a rota fidedigna com os propósitos divinos. É lendo as Escrituras que a justiça de Deus é implantada no nosso caráter. É buscando sua face por meio da oração e do jejum que teremos condições de perguntar pelas veredas antigas e saber qual é o bom caminho para achar descanso. A benevolência é a dimensão básica do amor de Deus. Quando não somos de desenvolver o amor sofredor, paciente e benigno saímos do bom caminho. O que fazer para regressar? Sem Jesus, nada podemos fazer. Devemos reconhecer nossa fragilidade e recorrer ao corpo de Jesus, a igreja, para sermos edificados com os dons dispensados pelo Espírito aos vasos de barros. Por mais que apresentemos defeitos, já que somos barro, temos algo a oferecer ao próximo porque recebemos do trono da graça. O amor para com os inimigos é o que Deus espera dos homens, o amor que se doa como o próprio Filho se doou pela salvação da humanidade. A era messiânica, em que foi inaugurada com o nascimento de Jesus, é o estabelecimento da nova aliança em que o Messias é também o servo sofredor, que leva sobre si o pecado dos homens. Se somos seguidores de Cristo, temos que mostrar ao mundo, por meio do caminho que trilhamos, a diferença entre o justo e o injusto, o que serve a Deus e o que não serve. Temos amado na medida do amor de Cristo?

Dar-lhe-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne, para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus (Ex. 11-1:9).

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

10 - 02 - 2010

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|