"Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor"
(Os. 2:19-20)

O título Jeová Deus foi atribuído ao Todo Poderoso e seu significado vai além de sua existência ilimitada e eterna. Seu uso indica que é o Deus do pacto, da graça e da misericórdia. O Yahvéh (Jeová Deus) convoca o profeta Oséias, entre 745 e 727 a.C. para lembrar ao povo de Israel sua aliança, devido a infidelidade e a falta de conhecimento de seus atributos eternos: fidelidade, benignidade, justiça, juízo e misericórdia. Ao desposar, simbolicamente, com o povo escolhido (Israel), ele prova que permanece fiel de geração a geração e mostra que é possível para a humanidade manter o concerto de forma pura, sem mácula, sem mancha no relacionamento. O profeta Jeremias relata que "Israel era consagrado ao Senhor e era as primícias da sua colheita" (Jr 2:2). Depois que conquistaram a Terra Prometida, os israelitas desviaram-se, em sua maioria, dos preceitos de santidade pelos quais deviam viver.

"Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento."
(Os. 11:4)

Neste trecho, Deus mostra seu coração sofredor e seu amor redentor num ato divino de resgate. Ele sempre está à porta batendo para que seu povo volte ao arrependimento e renove sua aliança. A restauração é idéia do Deus que redime e que mantém a sua graça de eternidade a eternidade. Por essa razão, devemos ser gratos a Ele e jamais atribuir as bênçãos recebidas a alguma outra fonte. Tudo vem dele, porque todas as coisas são para ele, por ele e dele (ensinamento do apóstolo Paulo). Devemos nos lembrar que assim como Deus ama, o julgamento faz parte de sua personalidade. Ele é justiça e é juízo. O cálice de sua ira tem um limite. Paulo lembra aos romanos que tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças...(Rm1: 21) e por isso são indesculpáveis.

"Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor." (Hb 12:28). Sejamos a noiva adornada para as bodas do cordeiro que virá em grande glória e poder no glorioso dia do Senhor. O povo de Israel havia quebrado a aliança ao extravasar o amor por imagem de metal. Quantos ídolos em nosso coração cultuamos, a ponto de desprezarmos o cuidado do nosso Deus? O profeta Oséias retrata a comunhão pessoal que Deus exigia de seu povo, representada num laço de família. O amor de Deus pelo seu povo é expresso não em sentimento, mas em santidade e pureza moral.

"Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra." (Os. 6:3).

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.
17 - 02 - 2010

 
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