Eu te procuro o Deus
 

Com minha alma suspiro de noite por ti, e com o meu espírito dentro de mim, eu te procuro diligentemente.
(Is. 26:9)

            No momento de dúvidas e de desespero profundo, somente resta uma saída: trazer à memória aquilo que nos dá esperança (profeta Jeremias – Lm 3:21). Mas de que forma agir para que a paz esperada seja concretizada no plano físico? O profeta Isaías não hesitou em procurar a Deus por meio de suspiros da alma e do espírito. Diligentemente, nas caladas da noite, ele pediu socorro àquele que podia livrar sua alma da morte física e emocional. Podemos olhar para um refúgio seguro mais além daquele que enxergamos quando depositamos fé na poupança eterna, pois do alto vem o socorro. O coração humano anseia por segurança em meio às dificuldades e aos fardos da vida. O profeta Jeremias desejou sossego onde pudesse está longe de seus inimigos (Jr. 9:2). Nós procuramos tranqüilidade em meio às tempestades que nos assolam dia após dia. É natural olhar para nossos sentimentos e ter medo, porém não podemos esquecer que o amor divino lança fora a insegurança e traz alegria que excede todo entendimento nas horas de incertezas.

Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do Senhor será o teu tesouro! (Is.33:6)

A fé leva-nos a voltar para Deus e nos faz entender que não há maior tesouro do que a busca pela sabedoria e conhecimento que chegam ao nosso coração por meio do temor do Senhor. A salvação nos tempos de angústias é trazida nas asas do mensageiro de Deus quando o suspiro de nossa alma adentra a eternidade. Os céus se abrem e a glória do Todo Poderoso invade nosso ser, dando-nos estabilidade e paz. Em meio aos perigos, apresentemos a Deus nossas demandas de forma a receber seu favor.

Pois que grande nação tem um Deus tão próximo como o Senhor, o nosso Deus, sempre que o invocamos? (Dt 4:7). Moisés ensina o povo no deserto, antes de chegar na terra prometida, que a chave para obter resposta às indagações da mente entristecida, obscurecida e temerosa é a invocação. Chamar Deus para si envolve obediência à sua Palavra, que dá o comando de buscá-lo, sempre, para que se possa achá-lo. Em tempos de refrigério, a busca deve ser intensiva, pois foi antes da via crucis que Jesus se fortaleceu para enfrentar a obra redentora do calvário. Foi antes de ser traído por Judas que ele orou ao Pai repetindo três vezes a mesma oração. Quando se apresentou para a morte, estava com o estoque de recursos espirituais e emocionais necessário para não desistir de sua missão vicária. È necessário levar uma vida devocional para que o fortalecimento no Senhor e na força de seu poder seja o único instrumento a ser utilizado nas circunstâncias indesejadas. A fé de Davi não vacilou quando seus inimigos pediram sua morte. Tão somente apresentou louvores ao Senhor por meio de suas orações e cânticos que, com a inspiração do Espírito Santo, perpetuaram-se até nossa geração e atuam como consolo nos corações aflitos.

Deus nos esconde nas suas asas a fim de nos ajudar e depois nos envia de volta às lutas da vida para servi-lo com nossos dons. É no deserto de nossa vida que recebemos visões do alto e os dons para serem utilizados a serviço do reino celestial. Por meio de Jesus Cristo, adentramos o Trono da Graça e a sombra do Altíssimo nos envolve para garantir a vida de fé e vitória reservada para os que buscam a sabedoria ensinada pelo Consolador.

No teu nome e na tua memória está o desejo de nossa alma (Is. 26:8)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

25 - 02 - 2010

 
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