Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda plenitude
(Cl 1:17 e 19).

            Aliança significa associar-se, aliar-se, ligar-se, no conceito do dicionarista Aurélio. E foi isso mesmo que Deus fez com o povo de Israel. O Altíssimo que não habita em templos feitos por mãos humanas, e que a terra é o estrado de seus pés e o céu o seu trono, resolve, em sua agenda eterna, fazer um pacto com a humanidade frágil e decadente. Elege um povo para ser luz do mundo e introduzir na terra os preceitos divinos em forma de ordenanças e mandamentos. Para isso, chama Abraão e estabelece um pacto tendo como selo a circuncisão. Os israelitas passam a ser os detentores dos oráculos de Deus e os responsáveis pela guarda e prática da lei divina. Deus, por ser pessoal, estabelece um relacionamento de carinho e compreensão com os homens, pois conhece a debilidade de sua  estrutura. Por isso, mesmo sabendo que haveria quebra da aliança por parte de seu povo eleito, ele oferece a oportunidade única, por milhares de anos, do arrependimento e do restabelecimento do pacto. Mas,  na plenitude dos tempos, a onisciência do Todo Poderoso o leva a inaugurar uma aliança inquebrável. O envio de seu Unigênito como verbo encarnado estabelece a sobreexcelente glória: Aliança feita com sangue precioso, do Cristo Redentor,  que tira o pecado do mundo e ensina aos homens a verdadeira lei, que é o amor. Jesus aparece para cumprir promessas do Antigo Testamento. Ele vem na forma humana para fazer a paz pelo sangue derramado em sua cruz e reconciliar todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus (Cl 1:20).

            Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo (Fl 3:8). Paulo conhecia bem a doutrina da Antiga Aliança e guardava com zelo as regras estabelecidas na Lei de Moisés. Quando, porém, tem um encontro com Jesus, no caminho de Damasco, ele recebe a revelação de que o tempo profetizado por Jeremias havia chegado: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel, ...porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor.” (Jr 31:31 e 33). A eterna bondade do Pai sempre aponta para uma solução definitiva. Paulo compreende o valor do calvário e passa a considerar sem sentido as obras da lei de Moisés em forma de ordenanças. A lei moral permanece e a fé ganha espaço na conquista da vida eterna. Jeremias continua: Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. (Jr 32:40). Na plenitude dos tempos, Jesus veio cumprir esse juramento divino. No calvário, tudo foi consumado e a justificação pela fé oferece vida aos que crêem no Filho de Deus.  Abraão traz ao mundo a bênção decorrente da fé num Deus invisível. Jesus traz ao mundo a salvação pelo derramamento de seu sangue. “Porque o fim da lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crer”. (Rm 10:4). Jesus deixou o exemplo do amor sem limites, a ponto de Paulo escrever: Porque toda a lei se cumpre num só preceito, a saber: amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Gl. 5: 14)

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

10 de Março de 2010





 
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