Buscando o que é eterno
 

Disse Jesus: O meu reino não é deste mundo. (Jo 18:36)

            Uma resposta surpreendente marcou a vida de Pilatos  antes da crucificação de Jesus. O político romano encarregado de emitir juízo de valor na sentença de morte do Filho de Deus, ao se inteirar da acusação oficial, recebe de Jesus a notícia de que era rei, porém não da terra, e isso o incomodou a ponto de exclamar: “então você é rei!” (Jo 18:37). O réu de morte de cruz responde: “o meu reino não é deste mundo”. Pilatos fica confuso. O governador romano não tinha intimidade com as profecias judaicas que anunciavam a chegada do Messias que reinaria com cetro de justiça. Aquele que morreria numa cruz para inaugurar um reino que jamais teria fim era o destaque do pretório em plena festa de páscoa dos judeus.

Os próprios discípulos só foram entender a verdade desse reinado depois da ressurreição de Cristo, quando lhes apareceu e falou acerca do Reino de Deus ( At 1:3). Pilatos tenta entender qual era a verdade de que falara Jesus, mas, diante do alvoroço do povo, ele lava as mãos afirmando não ter encontrado motivo algum para tal acusação.

“Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar” (Gl 3:13)

A morte já estava determinada na agenda eterna para que um novo tempo fosse inaugurado. Uma época em que o Rei dos reis, que não se limita a qualquer jurisdição, tempo ou povo, infundiria na mente de seus súditos o entendimento de que a autoridade de seu reinado é espiritual e não política. “Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre.” (Is 9:6). É por essa razão que o apóstolo Paulo nos ensina a buscar as coisas lá do alto. O profeta Isaías prediz que em amor e em justiça será firmado o trono para defender o que é justo. João Batista começa sua pregação chamando a atenção do povo ao arrependimento porque era chegado o Reino de Deus. Paulo afirma que este reino não consiste em comida nem em bebida, mas em paz e alegria do Espírito. Por enquanto, a dimensão sobrenatural descreve a atuação de Jesus como rei. Mas haverá um momento em que Jesusreceberá autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adorarão. Seu domínio será eterno e seu reino jamais será destruído” (Dn 7:14). Até que a volta de Jesus pontue esse tempo, é necessária a compreensão do reino dos céus como Lucas explica: não está lá nem aqui, mas no coração de cada um. É a decisão de preservar o Espírito Santo em ação no nosso ser que caracteriza a chegada do reino celeste em nossa vida.

“Mas para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos no curral.” (Ml 4:2)

O salmista pediu ao Senhor que reinasse sobre ele.  Deus afirma que o temor nele é suficiente para que seu reino seja implantado nos corações. Fazer parte da realeza divina é o bem maior que podemos adquirir.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

17 de Março de 2010

 
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