A reta justiça

O Senhor fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia. 
(Sl 37:6)

        Direito, segundo Aurélio, é a “prerrogativa que alguém possui de exigir de outrem a prática ou abstenção de certos atos, ou o respeito a situações que lhe aproveitam.” Tudo que é justo, reto e conforme a lei situa-se no campo legal, de direito. Isso na estrutura física, com as questões racionais, de nosso dia a dia. E na dimensão espiritual, em que Deus é o juiz da terra, o que faz determinar a sentença divina favorável ao nosso pleito? O rei Davi compreendeu que a justiça e o direito sobressaem como luz e sol ao meio-dia quando entregamos nosso caminho a ele. O salmista remete nosso pensamento à prática da paciência necessária enquanto a sentença é elaborada na eternidade, pois se aparentemente o ímpio prospera, haverá o juízo final, em que cada um prestará contas de seus atos àquele a quem todas as coisas estão patentes. O juiz de todos os povos se levantará e satisfará os desejos do coração de quem tem sonhos que emanam do Trono da Graça. A vontade de Deus que brota do coração atrai a sentença favorável.

Não tire jamais de minha boca a palavra da verdade, pois tenho esperado nos teus juízos (Sl 119:43).

Em sua oração, o escritor desse Salmo implora a permanência da promessa verbal divina e demonstra que a esperança deve está em Deus, pois sua palavra é fiel e verdadeira e ele não pode negar a si mesmo. Diante de nossas falhas, ele permanece reto e cumpre seu veredito. Embora pareça demorado, sua justiça tem o tempo determinado. Moisés esperou seis dias no monte envolto numa nuvem de glória e no sétimo ouviu a voz de quem o chamou. Naamã mergulhou sete dias no rio Jordão para receber a cura. O profeta Miquéias declara: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá”. (Mq 7:7). Amar a benevolência, praticar a misericórdia e andar humildemente com Deus é o conselho desse profeta para atrair a justiça divina em nosso favor. Isso faz manter a dependência em Deus e nos capacita a agir com a retidão. A marca da espiritualidade tão desejada pelos fiéis está em conhecer a Deus. E esse conhecimento envolve julgar a causa do aflito e do necessitado como ensina Jeremias. Deus faz justiça, juízo e misericórdia na terra, mesmo que não consigamos compreender essa atuação, pois seus caminhos são insondáveis e seus juízos, inescrutáveis.

“Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.” (Lc 1:78)

Não há tribunal melhor para se processar uma demanda que os pés de Jesus. Nele, há abundante misericórdia e dele herdamos tesouros da sabedoria e do conhecimento. Ele é o espírito de justiça para quem se assenta a julgar (Is. 28:6). 

 

Por Auxilandia, serva de Deus, pastora em Cristo.
18 - 03 - 2010 


 
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