Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos.
(I Rs 2:3)

 

         O cotidiano nos leva a tomar decisões e a proferir juízo de valor visando ajustes no nosso caminho e no de nossa parentela. Muitas vezes adentramos também nas opiniões de amigos e colegas de trabalho. Mas qual é o referencial que nos fornece o suporte para tais advertências? O rei Davi, ao aproximarem-se os dias de sua morte, convoca Salomão, seu herdeiro no trono, para ordená-lo a cumprir toda Lei de Deus. O marco que limitaria as ações do futuro rei de Israel era nada menos do que os mandamentos, estatutos, juízos e testemunhos divinos que formavam a “Constituição Federal” judaica. Além de buscar manter a paz em sua nação, peso do significado de seu nome, o jovem rei deveria guardar o seu caminho para andar perante a face de Deus e assim garantir a sucessão no trono. Qual tem sido a fonte de nossos conselhos? O apóstolo Paulo nos ensina a buscar a sabedoria que vem do alto, e a não ter como base a que vem da razão, do intelecto desprovido da orientação do Espírito Santo. O mundo tem valores e conceitos que não se enquadram no reino dos céus ( implantado em cada coração, como nos ensina São Lucas).

         Era rotina, no Oriente Médio antigo, os pais passarem orientação de despedida aos sucessores. Vários elementos pontuaram a ordenança de Davi a Salomão no momento da partida: reconhecimento de sua morte, chamada à responsabilidade de rei, revisão da Aliança de Deus com a casa de Davi e instruções de como agir com justiça. E o homem segundo o coração de Deus não hesitou em declarar: “aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor do Senhor, é como luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva.” (II Sm 23:3). Davi, porém, não o disse a partir de seu entendimento. Ele levava uma vida de adoração ao Deus de Israel e antes de pronunciar esse conselho, no versículo 2, afirmou: “O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua Palavra está na minha língua. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou”. É preciso comunhão celestial para consolidar algo que vem de Deus ou de si mesmo. O perigo é declarar com firmeza que Deus fala quando é apenas visão do coração humano. O profeta Ezequiel advertiu aos profetas que tinham sonhos de seu coração: “Não tivestes visões falsas e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que eu tal não falei?” (Ez. 13:7). Davi nutria uma comunhão inquestionável com seu criador e por isso não se enquadrou na admoestação do profeta. Conhecia a lei de Deus e implorava a presença do Santo Espírito em sua vida. Qual a garantia de que as gerações futuras caminharão retamente e terão paz que excede todo entendimento? A certeza está no conhecimento da Palavra de Deus, no devocional que envolve oração e jejum. Sem essas armas espirituais estaremos destinados a cair e a derrubar multidões. A responsabilidade de viver o evangelho pesa em nossos ombros como despenseiros dos mistérios de Deus. Mas como viver aquilo que não conhecemos? O profeta Oséias adverte: Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor. (Os. 6:3).

         Ponho as minhas palavras na tua boca e te protejo com a sombra da minha mão, para que eu estenda novos céus, funde nova terra e diga a Sião: Tu és meu povo!” (Is. 51:16). Como é gratificante meditar nos mandamentos, estatutos e juízos divinos que estão explícitos na Bíblia Sagrada! A edificação de nossos caminhos virá quando essas leis estiverem impressas nas tábuas de nossos corações. E teremos gerações que buscam a face de Deus. E seremos chamados por Deus de “meu povo”!

 Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

7 - 4 - 2010 

 
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