A  Páscoa  do  Senhor
A  Páscoa  do  Senhor
 

Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor. (Ex. 12:11)

 

      Para os hebreus, a Páscoa é a festa anual, transformada em memorial de sua saída do Egito.  Para os cristãos é festa anual, que comemora a ressurreição de Cristo e é celebrada no primeiro domingo depois da lua cheia de março. A História relata que alguns elementos dos ritos de páscoa originaram-se em antigas cerimônias que celebravam o novo ano da agricultura. Estes elementos incluíam sacrifícios que eram partilhados por toda a comunidade, ingestão dos produtos da nova colheita ou de ervas amargas, ou pão sem fermento. Em hebraico, páscoa (Pessah) quer dizer passagem, ou movimento linear, como atravessar um rio. Para os israelitas que estavam no Egito, afligidos por Faraó, no momento em que houve a libertação rumo à Terra Prometida, a Páscoa assumiu um novo significado. Havia chegado o tempo em que nova identidade do povo escolhido por Deus estava sendo atribuída com sinais e prodígios aos olhos dos egípcios. O processo de liberdade almejada por Moisés e seu povo foi instaurado no momento em que o Senhor ordenou os ritos necessários à instituição do memorial que marcaria eternamente o recomeço da vida dos hebreus - a Páscoa do Senhor.

Os israelitas, após comerem o cordeiro já com os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão, indicando assim a prontidão para uma nova vida, entenderam a miraculosa ação de Deus para tornarem-se livre do jugo do rei do Egito. E foi o que aconteceu, na hora determinada por Deus. Faraó não mais resistiu a ordem do Todo-Poderoso. Com a esperança brotando no coração, a Páscoa passa a ser  lembrada como ordenança perpétua e figura como parte essencial da história da libertação dos hebreus.

Portanto, não saireis apressadamente, nem vos ireis fugindo; porque o Senhor irá adiante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda. (Is. 52:12)

Para os cristãos, entretanto, o cordeiro que tira o pecado do mundo é o elemento único do memorial eterno que registra a redenção da humanidade. Assim como a coluna de nuvens e de fogo protegeu o povo de Israel na saída do Egito, Isaías proclama a proteção de Deus à descendência física e espiritual desse povo com a chegada do Messias. Jesus, o servo sofredor seria sacrificado para que a passagem da morte para a vida eterna fosse garantida num ambiente de paz, sem pressa, sem fuga, pois o Sol da Justiça estava programado para despontar na plenitude dos tempos. E, nascido de mulher, nascido sob a lei, Cristo cumpriu toda lei no calvário e nos conduziu à terra prometida que mana leite e mel, sem preço, sem dinheiro, de graça, e graça que excede todo entendimento. Ele morreu quando éramos pecadores para nos tornar mais alvo que a neve, para nos fazer justos perante o juiz de toda terra. A ceia do Senhor, um sacramento que não se pode deixar de honrar, é a reprodução do significado da Páscoa.

Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. (Mt 26:26-28)

            Esta ordenança dada pelo próprio Filho de Deus nos remete à lembrança de sua morte sacrifical e nos traz livramento espiritual. É o alimento com o pão que desceu do céu, com o vinho que traz vida em abundância. Por essa razão, Paulo nos ensina a examinarmos a nós mesmos e nos convida a participar da Ceia do Senhor. Jesus participou da Páscoa com seus discípulos, levando-os ao sentido do novo nascimento. Ele mesmo participaria de uma morte para ressurgir glorificado e ser as primícias dos que ressuscitarão em sua segunda vinda ao mundo. Como Deus poupou a vida dos primogênitos israelitas que aspergiram o sangue do cordeiro pascal em seus umbrais, a Ceia representa o grande júbilo pelo perdão de Deus por sua graça insondável e a doação da vida eterna pelo sangue de Cristo aspergido na cruz. Jesus foi o último cordeiro da páscoa pelos nossos pecados que deforma e destrói a criação.

Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. (Sl 17:2).

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

14 - 4 - 2010

 
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