Eu te envio para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para
a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles
remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.
(At 26:18)

 
A
Eleição         Divina

Deus, em sua soberania, escolhe vidas para uma determinada missão. Não há parâmetros racionais para essa eleição, uma vez que atributos humanos são insuficientes, por si só, para o desempenho de uma tarefa espiritual. Quando a opção recai sobre os ombros de um escolhido, o próprio Deus revela o suporte necessário ao cumprimento da determinação imperativa. E quando ele ordena, a incumbência é realizada, porque ele é o Senhor. Assim aconteceu com Israel, uma nação escolhida para servir como família por meio da qual viriam promessa e bênção de Deus. Este povo deveria também ser a lâmpada espiritual para outras nações. Abraão foi o primeiro hebreu a receber orientação missionária de viver à luz do que Deus revelara e a repassar para seus descendentes os ordenamentos divinos recebidos dentro de uma aliança. A convocação divina vinculava os hebreus a uma obediência estrita e a uma vida de gratidão. Mas o reino das trevas, operante, tentou, por diversas vezes, frustrar os planos de Deus, que com sua graça incalculável e sua misericórdia que não tem fim, preservou um remanescente fiel para que a história de libertação da humanidade ganhasse força e prosseguimento ao passar das gerações. Na linhagem do rei Davi, nasceu o messias, o missionário que cumpriu de forma sofredora e perfeita a tarefa de revelar um Deus que executa seu amor eterno em prol do homem, sua imagem e semelhança. Após subir exaltado e assentar à destra do Pai, Jesus recebe o domínio sobre potestades e principados, e sobre todas as coisas. Mas o escritor de Hebreus nos avisa que "agora, porém, não vemos todas as coisas a ele sujeitas", embora todas as coisas lhe estão sujeitas. (heb. 2.8). E é por isso que Deus conta com nossa atuação em propagar o evangelho até que aconteça o fim e Jesus triunfe, em sua segunda vinda, sobre todos inimigos e implante seu reinado. O Cristo ressurreto, ao comissionar o apóstolo Paulo, lembra a ele que a obrigação de abrir os olhos dos cegos espirituais e transportá-los das trevas

 

para a divina luz pesava em seus ombros. Para tanto, era necessário dedicação e amor aos perdidos para tirá-los do cativeiro espiritual. A imensa graça de Deus alcançou Paulo para que ele crescesse na graça e no conhecimento e assim fosse mensageiro de Deus. Ele entendeu que por meio de sofrimentos e renúncias a mensagem era divulgada dia após dia. Cumpriu cabalmente seu ministério e deixou um legado escrito que hoje forma quase a totalidade do Novo Testamento. Pedro relata que somos nação santa, raça eleita e sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz (I Pe 2.9). A liberdade chegou a nossa vida para sermos agentes de transformação de outras que ainda estão sob o império das trevas. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus; quando eu os chamar, eles se apresentarão juntos. (Is. Is 48:14). Toda criação se rende aos pés do criador. E o que temos feito com os dons recebidos do Trono da Graça para edificar o Corpo de Cristo? O que temos feito com o nosso chamado? Temos agido como Isaías, que prontamente respondeu: "Eis-me aqui, envia-me", ou temos nos esquecido de que Jesus afirmou ser a seara grande e poucos os trabalhadores? Fomos divinamente eleitos para anunciar as boas novas. Com o coração humilde, oração e busca pelo entendimento da Palavra, tornamo-nos capacitados para o exercício dos valores do reino que Jesus implantou na dimensão espiritual. A divina semente que está em nosso coração deve produzir frutos em outros corações. Eu, eu tenho falado; também já o chamei. Eu o trouxe e farei próspero o seu caminho. (Is. 48:15). É a garantia divina que nos coloca numa posição de tranquilidade para o desempenho das atividades espirituais. Isso não significa ausência de tribulações, porque é por meio de muitas lutas que nos importam adentrar o reino celeste. A paz que excede todo entendimento é que se destaca em meio às tempestades no campo missionário.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

21 - 4 - 2010

 
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