Tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus ( 1 Cr 13:3)

 

            Um dos significados para arca, conforme Aurélio,  é “lutar, pelejar, responsabilizar-se”. Pode ser, também, “que começa, que governa, que comanda.” Esse objeto tem um valor místico para a cultura judaica. Após o êxodo do povo hebreu rumo à terra prometida, Deus atribui a Moisés a responsabilidade de construir uma tenda, que seria o lugar de habitação da glória divina, bem como o local de adoração. Um dos compartimentos desta tenda, chamada também de Tabernáculo de Moisés, ou do Testemunho, deveria abrigar a Arca da Aliança, cuja confecção foi divinamente determinada e instruída. Mas qual o significado da presença da arca entre os hebreus? Nossa mente humana não pode captar ou compreender o significado de uma ordenança neste sentido. O escritor da carta aos hebreus nos ensina que toda aquela determinação representava sombra e figura das coisas celestes (Hb 8:5). Sendo assim, este objeto sagrado representava a presença da glória do Deus vivo entre os israelitas, bem como seu trono terrestre. Quando o sumo sacerdote adentrava o santíssimo lugar, onde estava a arca, e intercedia por ele e pelo povo, a presença de Deus era manifesta entre os querubins que cobriam o propiciatório. A ideia era que Deus, em sua glória, assentava-se sobre a arca, como um rei, sobre seu trono. Nas guerras, ela era usada como estandarte de batalha e, como o coração do povo estava obediente e voltado para Deus, vitórias eram garantidas. Porém, com a desobediência do povo aos preceitos divinos, os filisteus venceram uma guerra contra o povo de Israel e a arca foi tomada. A glória havia saído da Terra Santa. A presença de Deus não mais estava ali, a partir daquele objeto místico. Deus ensina ao povo, com essa retirada, que a arca em si não atraía a presença dele, e sim a submissão à sua vontade e aos seus mandamentos. Muitos anos se passaram, até que o rei Davi resolve transportar a arca em poder dos filisteus para Jerusalém, a sagrada terra.       

“Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?” (1 Cr. 13:12)

            Havia uma prescrição divina para manusear os objetos usados na adoração a Deus. Um dos carregadores da arca foi ferido devido a violação de um dos ritos sagrados para o transporte. Isso nos mostra que não se pode ministrar na Casa de Deus sem a observância dos quesitos morais e justos determinados na lei divina. A separação da maldade do mundo deve permear  as  atitudes para atrair a presença de Deus e afastar sua ira. Toda ministração é feita para o Senhor ou diante dele e não há brecha para desobedecer qualquer ordem sua, por menor que seja aos olhos humanos. O papel de Israel diante do Senhor era ser a nação eleita, chamada para servir como um reino sacerdotal e povo santo. Nós temos, hoje, esse chamado no campo espiritual. Assim como Davi temeu a Deus e procurou saber quais eram as determinações para que a arca fosse trazida ao Monte Sião, nós devemos buscar do Senhor, em sua Palavra e na oração, a presença do Espírito Santo para nos guiar a toda verdade.

Também eu os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.” (Is 56:7)

            Subir à igreja, ou ao local de oração que determinamos, traz a glória do eterno Deus. Hoje, com a presença divina em nossos corações, por meio do Espírito que nos foi outorgado com a glorificação do Cristo ressurreto, o comando de Deus determina nossas vitórias, a partir do conhecimento dele por meio das Escrituras. E, se durante a caminhada, perdermos a intimidade divina pelas fraquezas, pecados e transgressões, tornemos a trazê-la, como fez Davi.  O temor do Senhor deve nos conduzir a manter o relacionamento desejado por ele. Dessa forma, obtemos sua glória como retaguarda e sua justiça como o guia do novo e vivo caminho apontado pelo sangue do cordeiro que remiu a humanidade. Ofereçamos, ao Redentor,  sacrifícios e holocaustos de louvor com nosso procedimento, e tenhamos, sempre, um lugar em nossa vida que se chame “Casa de Oração.”

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

5 - 5 - 2010 

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|