Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.” (Dn 12;3)

       Por volta de 605 a.C., Nabucodonozor, rei da Babilônia, leva jovens judeus cativos para servirem no Palácio real. Dentre eles estava Daniel, que foi instruído em toda sabedoria caldéia para assistir diante do rei. Todo processo de aprendizagem realizado no âmbito do palácio real não foi suficiente para Daniel e seus companheiros (Hananias, Misael e Azarias), os quais receberam de Deus a missão de glorificar os feitos divinos em terra estranha. Para tanto, o Altíssimo deu a estes jovens o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Para Daniel, porém, deu, além disso, discernimento de todas as visões e sonhos. Por que Deus se preocuparia em dotar pessoas de capacidade extraordinária no campo intelectual? É necessário busca de sabedoria e entendimento para se mover neste mundo? O livro de Daniel enfatiza o conhecimento que agrega valor ao reino eterno. A cultura, a história, a lingüística, as ciências humanas e exatas devem figurar no nosso currículo para que a comunicação entre os humanos seja operacionalizada. Entretanto, todo esse acervo para nada aproveita se não for revisado pela verdade que desce do Pai das Luzes, em forma de sabedoria que vem do alto, do guia e consolador que conduz ao vivo e reto caminho.

 

“Porque nossa gloria é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo.” (2 Cor 1:12).

        

         O apóstolo Paulo detinha um conhecimento invejável da Lei de Moisés, a qual formava o ordenamento jurídico que regia o povo judeu, e era culto a ponto de ter duas cidadanias, a judia e a romana. Conhecia mais de um idioma e detinha livre acesso entre os grandes. Todavia, quando recebeu visões do terceiro céu entendeu que a sabedoria humana deveria ser regada com a graça de Deus para produzir resultados que o fizesse se mover no mundo. Ele considerou tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo (Fl. 3;8), e, ainda, discorreu sobre a maravilhosa sabedoria dos desígnios divinos: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!” ( Rm 11:33). Não há como esquadrinhar o entendimento de Deus, mas há como ter a mente de Cristo, por meio do conhecimento das Escrituras e da oraçao, que, infundidas em nosso coração, faz brotar a sabedoria que vem dos céus. Foi esta ciência que levou Daniel a descrever, em forma de comparação metafórica, os destinos dos que buscam a sabedoria divina: brilharão como estrelas, e, por mais que sejam abalados os poderes do firmamento, ainda assim, resplandecerão como fulgor. Daniel relata, também, o destino dos que conduzem outros à justiça. Jesus foi feito nossa justiça na cruz do calvário. Por ele, tornamo-nos justificados perante o juiz de toda terra e  recebemos autoridade e poder para pregarmos as boas novas da salvação. Assim, muitos são conduzidos à justiça por nosso intermédio, o que nos garante um destino eterno coroado de galardões.

 

         A inteligência para interpretar sonhos e visões foi atribuída ao jovem Daniel com um propósito redentor:  a Babilônia necessitava ter experiência do Deus de Israel. O rei e o povo deveriam conhecer o Governo que detém o controle da história na palma das mãos. Os caldeus cultuavam deuses pagãos e havia chegado o momento de abandonar a idolatria ou receber o juízo divino caso se rebelassem contra a ordem criadora do Altíssimo. A eternidade de Deus é vivenciada em todas as gerações e todos os governantes devem executar seus planos, seguindo as diretrizes divinas. O rei Nabucodonozor presenciou a glória de Deus na vida de Daniel, quando este, capacitado pelo Espírito Santo, interpretou seus sonhos. O rei reconheceu que “certamente,  o Deus de Israel é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios.” (Dn :47). Você tem recebido de Deus sonhos proféticos ou visões? Tem intercedido para que Deus traga a interpretação e o propósito divino seja realizado? O Senhor disse por meio do profeta Amós que “não faz coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos servos, os profetas” (Am 3:7). Quem é comissionado para ser cooperador do reino como profeta tem o dever de buscar no reino espiritual a resposta para as revelações. Revelar vem do hebraico galah que é descobrir, expor, desnudar. Significa também o descobrimento dos planos do Senhor para a vida de alguém. Quando Daniel se propôs a interpretar o sonho do rei, ele orou ao Senhor pedindo a interpretação. Certamente o Senhor cumpriu sua boa palavra ao dotar o profeta Dniel com os dons necessários a divulgação de seu nome em terra estranha.

“Mas o povo que conhece a seu Deus se tornará forte e fará proezas” (Dn 11:22).

         Não somente Daniel compreendeu que o conhecimento de Deus é que fortifica e leva a vencer o mal de cada dia. Jeremias, da mesma forma, declarou: “Não se glorie o sábio na sua sabedoria, mas glorie-se em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra”. (Jr 9:23).

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

09 - 06 - 2010

 
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