“Ela praticou boa ação para comigo.” (Mt 26:10)

 

 

         Gesto amoroso de devoção nos remete ao que o apóstolo Paulo ensinou aos irmãos de Éfeso: “pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef. 2;10).  Uma mulher, há mais de 2 mil anos, inspirada divinamente, carrega um vaso de alabastro e unge a cabeça de Jesus com precioso bálsamo. Essa atitude foi duramente criticada pelos discípulos, porém elogiada por Jesus. Perto de sua morte vicária, o Filho de Deus mostra que o derramamento do perfume apontou para seu sepultamento e a boa ação faria parte de memorial eterno. Quantas vezes atuamos dessa forma e não atentamos para o significado espiritual que nos coloca na posição de parceiros de Deus! É gratificante agregar valor ao reino dos céus. Aquela mulher deixou um legado para os cristãos: Deus concede bênçãos de forma incondicional para sermos abençoadores.

         Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.” ( Dt 15:11).

         Jesus usa este texto bíblico para informar aos discípulos que rebateram a ação daquela mulher, ao alegarem que a venda do perfume  poderia ser destinada aos pobres, a importância de obedecer a voz do Espírito. Aos olhos dos que ali estavam, houve um desperdício e os necessitados deixaram de receber ajuda significativa. Para Jesus, que passava por momentos de aflição ao se aproximar a crucificação, houve consolo e esperança. A preocupação com pobres foi fator positivo na mente dos discípulos. Entretanto, faltou a compreensão de que há tempo para todas as coisas debaixo do céu. Esta lição nos ensina que os critérios de avaliação das boas ações devem ser revistos. Os hebreus estavam habituados a cumprir a Lei de Moisés de forma mecânica, sem atentarem para o significado maior que é o amor ao próximo. Mas como amar sem desobedecer aos preceitos bíblicos? Temos condições de praticar, sempre, boas obras? Nem sempre. Com os recursos limitados que possuímos, não. Por isso é que entra a direção do Espírito. As coisas de Deus são loucuras em comparação ao pensamento humano, mas produzem a tão esperada justiça. O Senhor coloca pessoas próximas para serem alvos de nossa boa ação. Ele conduz nosso querer à realização dos propósitos eternos. Jesus encontrou na oração a chave para obediência. Se quisermos ouvir a voz do Santo Espírito e demonstrar nossa salvação pela prática das boas obras, devemos cultivar a comunhão com o Deus que é abençoador dos que buscam sua face. Recebemos bênção para compartilhar com os necessitados na forma e no tempo que Deus ordenar. Somente quem recebe no coração o comando para fazer o bem é capaz de entender a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus que excede todo entendimento. Como herdamos, pelo Espírito, a imagem do criador, aprendemos a amar compartilhando bens materiais e espirituais. Mesmo que haja crítica por parte dos que andam na carne, devemos continuar fazendo o bem, pois a seu tempo colheremos os frutos. “Se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem.” (2 Cor 8:12). Deus nos cumula de benefícios e nos cobra apenas o que ele nos deu.

         Assim como Deus rege o universo a partir de sua graça e de sua bondade eterna que não nos deixa perecer, ele espera que seus filhos assim procedam.

         E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” (2 Ts 3:13). Conselho do apóstolo Paulo. Ele entendeu que as coisas terrenas são passageiras e não são bases para recomendar ao fiel criador as nossas almas. A ferrugem, a traça e os ladrões provocam destruição das riquezas materiais, mas os tesouros que juntamos no céu são transformados em galardões, que provam o caráter renascido em Cristo.  Permanecer firme em Deus num mundo hostil em que o egoísmo e a individualidade operam, é uma vitória sobre as trevas. Paulo afirma que o cerne do cristianismo não é apenas crer em Deus, todavia é demonstrar essa crença na imitação dos atos de Jesus, que foram permeados de bondade e misericórdia.

         Não te furtes de fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.” (Pv3:27)

 O escritor de provérbios deixou-nos um guia para uma vida bem sucedida com relação aos preceitos divinos. Temos a obrigação de encarar os mandamentos de Deus como uma responsabilidade inevitável que exige obediência total. Paulo foi mais além ao escrever que aquele que pode fazer o bem e não faz, peca. Praticar boas obras é andar na dimensão da obediência.

         Devemos aplicar os princípios da fé às atitudes, às atividades e aos relacionamentos do cotidiano. Buscar o significado exato de estar à plena disposição de Deus nos eleva a condição de filhos, que expressa amor ao doar-se em prol do outro. Deus provou seu amor maior ao enviar o messias para resgate da humanidade.

         Acaso, a chuva tem pai? Quem gera as gotas do orvalho? De que ventre procede o gelo? Quem dá força ao cavalo?” (Jô 38:28)

Tudo vem do criador, e nada temos ou somos se ele assim não determinar.

Que possamos compreender que a terra e toda sua plenitude pertencem a Deus e as ricas bênçãos que chegam a nossas mãos derivam do Trono da Graça. Por essa razão, pratiquemos boa ação, sempre.

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

04 - 08 - 2010

 
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