Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (Ap. 3:11)

 

         O apóstolo João, na Ilha chamada Patmos, recebe do anjo uma mensagem a ser transmitida às sete igrejas da Ásia, com a determinação de que a profecia não deveria ser selada. Era necessário  que fosse escrita em livro e enviada a cada igreja para consolo, bem como para correção dos caminhos tortuosos. O próprio Jesus comissionou um anjo para transportar João em espírito e mostrar as coisas que deveriam acontecer. Apocalipse, escrito entre 70-95 d.C, revela que reina o Senhor, nosso Deus, o todo Poderoso, e que Jesus Cristo, o cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo, completará sua obra redentora e triunfará sobre Satanás e seus anjos. O único digno de abrir os selos e executar o propósito eterno de Deus é o Leão de Judá, a Raiz de Davi, a Estrela da Manhã. Virá não como um messias político, mas como um cordeiro morto que reviveu e deu vida eterna a todos quantos o receberam.

         Com um amor incomensuravelmente sagrado, benigno e cuidadoso, Jesus pede a João que avise às igrejas que sua vinda será como um relâmpago que sai do Oriente e se mostra no Ocidente. Por essa razão, pede que os anjos das igrejas ( pastores) façam ajustes em sua conduta e levem o povo ao processo de santificação, sem a qual ninguém verá Deus. Para a igreja de Filadélfia, adverte que sua vinda seria sem demora. Logo, conservar as obras justas e retas era primordial para que a coroa não fosse tomada por invasores espirituais da maldade que habitam as regiões celestes e que se apossam dos seres humanos para destruição dos valores espirituais de peso eterno, como o fruto do Espírito: amor, alegria, perseverança, domínio próprio, bondade, paciência. Isso deveria ser conservado pelos irmãos de Filadélfia. A observância da advertência resultaria em grande bênção espiritual: estariam livres da grande tribulação viria sobre toda a terra e seriam feitos colunas no santuário divino, além de terem gravado o nome de Deus e  o nome da nova Jerusalém que desce do céu. Vale, mesmo diante de pouca força, guardar a Palavra e não negar o doce nome Jesus. O cenário em que viveu  João quando viu as coisas que haveriam de acontecer era de perseguição aos cristãos. Mesmo assim, o cerne da mensagem foi perseverança, mesmo diante de hostilidades, pois as aflições seriam sublimadas pela fé naquele que venceu a morte e ressuscitou para expor principados e potestades malignas ao ridículo. Na plenitude dos tempos, todas as coisas estarão sujeitas a Cristo. Então virá o fim, onde entregará o reino ao Pai, para que Deus seja tudo em todos. (I Co 15:28). Essa promessa é para os que foram lavados no sangue do Cordeiro e que perseveram em guardar a fé.

Todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hb 4:13)

         Millard J. Erickson, teólogo contemporâneo, conceituou pecado como “qualquer falta de conformidade, ativa ou passiva, com a Lei Moral de Deus. Isso pode ser uma questão de ato, de pensamento ou de disposição.” Diz mais: “que o pecado implica incapacidade espiritual e que altera nossa disposição interior, nosso caráter.”  Jesus, quando esteve como o verbo encarnado, advertiu aos discípulos e a seus seguidores sobre a importância de serem luz e sal da terra, a partir da prática de suas palavras proferidas essencialmente no sermão da montanha. Ele ensinou a Nicodemos que o novo nascimento passaria pelo processo de obedecer à voz do Espírito, como um vento que sopra onde quer. Portanto, submeter vontades ao senhorio de Jesus é o caminho para não infringir a lei moral divina, pois a condução do Santo Espírito é a voz que sussurra aos ouvidos e que mostra o caminho eterno da salvação. Resistir ao Espírito é pecar contra Deus. É errar o alvo por ele traçado para o ingresso à nova Jerusalém. Devemos entender que nós servimos a Deus e por isso estamos envolvidos em um conflito espiritual contínuo. Paulo nos ensina que a carne está sempre militando contra o Espírito, e nos leva a concluir que o alimento, por meio da oração, jejum e exame das Escrituras, deve se constituir em arma contra os dardos inflamados do maligno para não cairmos em tentação. A santidade, que se expressa no abandono das coisas do velho homem, e se revela no caráter do homem recriado em Deus segundo a verdade, é conquistada dia após dia, já que “a vereda do justo é como a aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”  (Pv 4:18). Guardar o que temos para que ninguém tome nossa coroa é resplandecer como estrela, sempre e eternamente, por termos conduzido muitos à justiça. (Dn 12:3).  Jesus é a justiça de Deus que trouxe ao mundo perdido a vida eterna.  Conservar o que temos é ter confiança no Deus que nos capacita a resistir ao Diabo. É entender que a vitória do reino da luz sobre o das trevas é certo, pois a morte, o inferno, Satanás e seus anjos serão lançados no lago de fogo eterno. (Ap         20:10). A igreja triunfará adornada como noiva para as bodas do Cordeiro.

         “Seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos. (I Ts 3:13) . Paulo nos dá uma direção que garante a permanência da coroa.  A palavra em hebraico para santo é Qadosh e significa marcado ou removido do uso comum, ordinário. O verbo da qual ela se origina sugere cortar ou separar. Estamos no mundo, porém não somos dele. Cultivar a santidade é proteger nossa coroa e guardar o que temos de melhor em termos espirituais.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

18 - 08 - 2010

   

 
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