Perante o Senhor, teu Deus, te alegrarás em tudo que fizeres
(Dt 12:18)

         Essa frase foi dita por Moisés aos Israelitas quando se encontravam no limiar de um importante acontecimento. Havia chegado o momento de adentrarem a Terra Prometida e uma nova cultura deveria ser constituída. Cada aspecto cultural internalizado deveria refletir a natureza divina. O desejo de Deus que permearia a convivência de um povo livre e conquistador foi manifestado na entrega das tábuas com os dez mandamentos. Outros estatutos também foram divinamente  ditados a Moisés, os quais  regeriam a vida do povo escolhido que, a partir de então, teria a incumbência de revelar o amor ao próximo e o culto exclusivo ao Deus criador. Considerando o atributo eterno de Deus que se expressa na santidade, a multidão que se tornou numerosa como as estrelas do firmamento deveria resistir às práticas imorais das nações vizinhas e espelhar a natureza de amor e compaixão na ajuda aos órfãos, viúvas, pobres e estrangeiros.

A ideia era que a pureza exterior refletisse a interior por meio da alegria em servir ao Santo de Israel.

 O sistema legal, vida familiar, ética pessoal e social pontuaria a convivência de um povo que agiria de forma responsável. A diferença mais proeminente dos filhos de Israel que estava para se constituir numa grande nação era a adoração ao Deus Vivo e Único.  A alegria estampada no rosto de cada israelita espelharia a harmonia do cumprimento das regras que estabeleceria uma sociedade sob as justas leis de Deus. Toda obra demandaria alegrar-se perante o Altíssimo. Afinal, Deus planejava abençoar abundantemente o povo de Israel a partir da obediência.

Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. (Fil. 4:4)

         O apóstolo Paulo lembra aos filipenses que a alegria deveria ser cultivada mesmo em meio às dificuldades e perseguições sofridas pela igreja. Fome, nudez, apedrejamento, naufrágios foram quesitos que nortearam a vida do apóstolo que fundou as primeiras igrejas cristãs na Ásia e nos arredores de Jerusalém. Esse cenário poderia, aos olhos humanos, enquadrá-lo no conceito de vida sem sentido. Mas foi exatamente aprendendo a lidar com as incertezas e crueldades que Paulo sentiu a exigência de permanecer alegre para que sua alma perseverasse na luta do dia a dia. A adoração a Deus requer júbilo em qualquer circunstância. A oração, o jejum e o conhecimento das questões espirituais exigem disciplina. Hoje, não se tem um ordenamento, uma Lei, da forma como foi dada aos israelitas. Temos o Espírito Santo que nos conduz a toda verdade. Os princípios divinos são imutáveis, embora a forma de cumprimento tenha sofrido alteração no decorrer das gerações. Obedecer ao Santo Espírito  é cumprir os mandamentos explícitos na Bíblia Sagrada. Como sujeitar-se a Deus se não meditamos nas Escrituras que é a fonte de sua revelação? Estudar a Palavra de Deus também requer disciplina.

O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te -á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.

 (Sofonias 3:17)

 

         Rinnah é a palavra hebraica usada no Velho Testamento para expressar aclamação, forte aplauso de triunfo, canção. Denota um tipo de brado alegre no momento de uma grande vitória. É um termo usado tanto para canto como para alegria. O profeta Sofonias descreve o regozijo do próprio Deus ao salvar seu povo. Não importando quantas decepções sofremos na vida terrena, nosso foco deve, sempre, alcançar visão de águia. Há uma alegria eterna cuja fonte vem do Trono da Graça. Essa não vem acompanhada de  presentes ou sucesso nas questões racionais. Nossa vitória adentra o campo invisível, e os inimigos de nossa alma são destruídos pelo exército do grande General de Guerra. Onde estaríamos se Deus não enviasse miríades de anjos para nos guardar?

Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Saciá-lo-ei com longevidade e lhe mostrarei a minha salvação. 

(Sl 91: 14-16)

         Nos textos bíblicos, conhecer o nome revela relação íntima e experiente. O Pai exige conhecimento de Si mesmo para que a invocação adentre a eternidade e produza efeitos espirituais. Vale buscar conhecer e prosseguir conhecendo o Deus que doa alívio nas angústias e amparo nas horas desertas. O profeta Oséias afirma que como a alva, a sua vinda é certa e, como a chuva serôdia que rega a terra, ele descerá sobre nós. (Os 6:3).

         Baqash é a palavra hebraica usada para busquem. Traduz a ideia de procurar com sinceridade até que o objeto da procura seja encontrado. A presença de Deus deve ser especialmente buscada, com reverência e persistência.

Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença. Buscarei, pois, Senhor, a tua presença. (Sl  27:8).

         Quantas vezes o Santo Espírito nos convence de que somos a geração dos que buscam a face de Deus? O salmista sentiu esse convencimento em seu coração e respondeu afirmando que a presença divina seria buscada. Temos ouvido dos profetas de Deus ordens para invocá-lo por meio de orações, jejuns e leitura bíblica. Esse comando é a expressão do amor de Deus para que o inimigo de nossa alma seja derrotado.  A dor de viver momentos difíceis pode ser mudada pela sensação da presença daquele que era, que é e que há de ser. Quem colocou os fundamentos do universo há milhões de anos antes de nossa existência não nos deixará perecer no desânimo. Ficar prostrado ao receber duras novas é esperado pela fraqueza humana. Mas permanecer inerte ante ao poder restaurador que vem do alto é conceder vitória ao reino das trevas. Levantai-vos, porque não é lugar aqui de descanso (Mq 2:10). O descanso está na busca da face de Deus revelada pela permanente alegria.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

27 - 10 - 2010

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|