Mas meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus.

(Js 14:8)

 

         A paisagem do Oriente Médio era composta por edificações com pedras, que não somente forneciam sustentação para as bases, como também embelezavam as cidades com a construção de paredes, muros e fortalezas. Até pilares sagrados eram feitos com pedras. O livro dos Gêneses (Gn 28:18) relata que o lugar da divina revelação foi marcado com uma pedra que serviu de travesseiro quando Jacó dormiu e sonhou com uma escada cujo topo atingia o céu. Os anjos de Deus subiam e desciam dela. O Senhor estava ali, perto do herdeiro da promessa anunciada a Abraão. Entendendo Jacó que além dos anjos celestiais o próprio Senhor esteve presente, fez da pedra uma coluna e nomeou o lugar de Betel, cujo significado é porta dos céus, Casa de Deus. O dia de Jacó foi marcado por belos pensamentos como anjo, céu, esperança no cumprimento de promessa divina, terra que manaria leite e mel. Guardar esse acontecimento na memória era o desafio de Jacó para prosseguir viagem.

Entretanto, até o final da caminhada de sua vida, não somente bons pensamentos povoaram sua mente. Muitos foram os momentos de incertezas, inseguranças, medos e conselhos que o desanimaram. Contudo, a certeza da Palavra que veio da boca do próprio Deus fornecia ânimo impescindível. Assim também viveu Josué, o sucessor de Moisés que teve como desafio adentrar a terra divinamente prometida aos israelitas. O processo mental vivido por esse líder foi mesclado por perseverança em seguir o Senhor e por lutas para que seus irmãos não desanimassem face ao desafio de subjugar novas terras. Dos doze representantes das tribos de Israel selecionados para espiar o lugar que herdariam, apenas dois pensaram positivamente. Josué e Calebe não atentaram para a situação real, mas para a verdade vinda do Trono da Graça que garantiria a posse das cidades, independentemente dos gigantes que ali residiam, ou das fortalezas que deveriam ser destruídas. O Senhor, a Pedra de Israel, estava no controle da caminhada de seu povo desde a saída do Egito. Ele era o alicerce pelo qual os israelitas deveriam se firmar.

Calebe se uniu a Josué no propósito de levar boas novas em contraste com as duras novas de seus dez irmãos que não creram na força poderosa do Senhor. Ele afirmou que perseverou em seguir o seu Deus e como recompensa tomou posse de sua herança. Qual tem sido nosso padrão de pensamento que determina comportamentos? Temos encorajado vidas a prosseguirem suas jornadas firmadas nas promessas de Deus? Se nossa fé atingir o tamanho do grão de mostarda, ela vai transportar montanhas, mas nenhum grão de areia sairá do lugar se não for vontade de Deus. Adentrar a Terra Prometida estava na agenda eterna e se cumpriria. Portanto, derrota não poderia permear a mente de nenhuma tribo. Calebe guardava em seu íntimo a Palavra do Senhor, por isso as circunstâncias visíveis não se tornaram pedra de tropeço. Seu pensamento foi projetado para vitória porque seguiu o exemplo de Josué, que não se apartou da Lei do Senhor. Nela, meditava dia e noite.

 

Vejam, pois, com diligência, como estão andando, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas entendam qual seja a vontade do Senhor

(Efésios 5:15-17).

 

Quando Paulo escreveu esse texto, divinamente inspirado, ele lembrou aos irmãos de efésios o que Jesus disse a seus discípulos: “Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”. (Jo 15:19). Padrões mundanos não devem pontuar vida de cristão. Nem sempre o direito ditado pelos juízes terrenos revela a justiça de Deus. O Espírito Santo é o único padrão para seguirmos pelo vivo e reto caminho. Pedras de tropeços são postas dia após dia por pessoas que cultivam pensamentos maléficos, que não edificam. Por essa razão, permanecer alinhados com as instruções contidas nas Escrituras Sagradas é o comando para herdar a paz. Aurélio conceitua paz como “ausência de conflitos íntimos; tranquilidade de alma; sossego”. Se o coração é conservado longe de perturbações interiores, as palavras desanimadoras não encontram pouso.

Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento

(Fl. 4.8)

Filmes, leituras, programas televisivos que depõem contra a santidade de um Deus que é puro, justo, amável e respeitável nos colocam na conformidade deste mundo. Como ocupar o nosso pensamento naquilo que revela virtude se investimos tempo em algo que atribui louvor ao reino das trevas? “Sede santos, porque eu sou santo.” Essa ordem foi divinamente dada ao povo no deserto, quando receberam os estatutos para, por eles, viverem. Santidade traduz a ideia de separação para andar segundo as leis divinas. Israel não poderia copiar o padrão das nações pagãs, que queimavam seus filhos em sacrifícios aos deuses pagãos, distorciam o direito, praticavam a injustiça e a crueldade. Não olhavam com misericórdia para o pobre, órfão e viúvas.  Por isso, receberam o juízo dos céus quando foram destruídos pelos israelitas na conquista da terra prometida.

Estudar a Palavra de Deus e ter comunhão com as coisas lá do alto por meio da oração é a garantia de que nosso pensamento será, sempre, positivo. E a Pedra Angular, que é Jesus, o Filho do Altíssimo, será o alicerce de nossa casa espiritual. A nossa herança é o Senhor, que garante a vida eterna na nova Jerusalém.

 

Por Auxilanda, pastora em Cristo, serva de Deus.

04 - 11 - 2010

 
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