Eis que eu Sou o Senhor, o Deus de todos os viventes. Acaso haveria coisa demasiadamente maravilhosa para mim?

(Jr. 32:27)

 

 Quantas vezes oramos por algo que aos olhos humanos parece impossível acontecer? Jeremias profetizou que a terra de Judá estava prestes a ser saqueada pela Babilônia. Mesmo assim, Deus ordenou ao profeta que lavrasse uma escritura de compra de um terreno numa terra sitiada. Dá para entender o agir de Deus? Se Israel estava prestes ao exílio, haveria sentido comprar imóvel no local que seria destruído por inimigos estrangeiros? Essas e outras perguntas devem ter pontuado o pensamento de Jeremias diante da ordem divina. E pontuam o nosso viver em questões similares.

 

A estreita comunhão com Deus conduziu Jeremias à oração para tentar compreender a bênção futura prometida em momentos de turbulências: Ele assim orou:

“Eis aqui as trincheiras já atingem as cidades, para ser tomada; já está a cidade entregue nas mãos dos caldeus, que pelejam contra ela, pela espada, pela fome e pela peste. Contudo, ó Senhor Deus, tu me disseste: compra o campo por dinheiro e chama testemunhas, embora já esteja a cidade entregue nas mãos dos caldeus.”

(Jr 32:24)

 

O criador interage, sempre, com sua criação e a ela responde de forma surpreendente. Nunca se enquadrando em modo humano  de pensar,  mas na imensidão de sua multiforme sabedoria. Não há coisa demasiadamente maravilhosa para o autor da vida. Nada escapa a seu olhar.

 

Além de pregar incessantemente a destruição que viria sobre Judá, Jeremias viu esperança no futuro, mesmo que à custa de interrogações com súplicas a quem podia dá explicações. E sempre recebia do alto o conforto e compreensão necessários para prosseguir em seu ministério.

 

A compra da propriedade foi um ato profético que elevou a fé do mensageiro de Deus. Ele demonstrou confiança inabalável ao executar o que Deus ordenou. A transação testificou sua expectativa de que, depois do exílio na Babilônia, Judá retornaria seguro e Deus restabeleceria seu povo na terra.

Diante de incertezas, devemos receber confiadamente as promessas do Senhor. Em tempo oportuno, a bênção será materializada. E algumas vezes a recepção é com atos simbólicos.

         Setenta anos depois do oráculo ao profeta, Judá retorna do cativeiro. Jeremias foi restituído em sua propriedade. Atos simbólicos de profecia eram requeridos divinamente dos profetas. Mesmo sem compreender a dimensão de cada atitude ordenada do alto, a obediência era base para interpretação futura. Profecias dramatizadas eram mais que ilustrações. Ativavam o poder divino para cumprimento do que simbolizavam.  Jeremias obedecia a cada pedido do Altíssimo. Só depois, com lamentações, súplicas e orações, o profeta recebia o significado de cada drama vivido.

Quantas vezes somos impelidos pelo Espírito a realizar algo sem compreensão dos motivos? Somente Deus conhece os laços do passarinheiro espiritual das regiões da maldade. Por isso, resta-nos confiar naquele que nos fez a promessa.

E quando praticamos algo que nos parece pecado? Pecar é errar o alvo. E muitas vezes entendemos o alvo na perspectiva humana. Somente aquele que tira o pecado do mundo pode descrever o que está fora da diretriz divina. E apontar qual é o alvo certo.

A Bíblia fornece regras básicas, cujos princípios são imutáveis. Mas foi escrita para uma geração diferente da nossa, com cultura diferenciada e em tempos distantes. Como contextualizar seus ensinamentos? O Espírito do Vivo Deus traz a iluminação necessária para não desenvolvermos posturas que escravizam.  Deus nos tem chamado à liberdade, à paz, à felicidade.

Viver um ato profético, mesmo diante de acusações diabólicas, remete-nos à realização futura de seu cumprimento. Muitas vezes rejeitamos a execução de simbologias, por não entendermos o significado no reino espiritual. E com isso deixamos de viver a realidade divina implícita.

Acaso, a neve deixará o Líbano, a rocha que se ergue na planície? Ou faltarão as águas que vêm de longe, frias e correntes?

 (Jr. 18:14)

 Jeremias fez perguntas retóricas a respeito de questões da natureza em que a resposta seria óbvia. Não obstante, há coisas demasiadamente maravilhosas que vão além da nossa compreensão. E é aí que entra o poder divino, que está acima de nosso raciocínio lógico, quantitativo ou descritivo. Muitas coisas que entendemos serem certas, aos olhos de Deus não são. E aquelas que entendemos ser impossíveis, para o Altíssimo tudo se torna possível.

 

Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas 

(Lc 1:37)

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo, serva de Deus.

20 - 02 - 2011     

 
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