Porque o Senhor é nosso juiz, o senhor é nosso legislador, o Senhor é nosso rei, ele nos salvará (Is. 33.22)

           

            Tsedeq é a palavra hebraica usada para definir justiça. Traduz ideia de lealdade demonstrada por um rei ou sacerdote ao seu deus. No antigo testamento, o nome Melquisedeque apontava para a pessoa investida de justiça (rei de justiça).

            Ser justo é ser piedoso, santo, misericordioso.  No sentido jurídico, é aquele que dá a alguém aquilo que lhe é devido, nem para mais nem para menos.

Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e em todas as suas obras.

 (Sl. 145.17)

            Deus espera que seu povo trilhe caminhos justos. Por ser atributo eterno, a justiça é inerente ao caráter divino, porém comunicável à humanidade e possível de ser praticada. 

            Justiça traduz também as relações de uma pessoa com outra. Não se podem fechar os olhos para questões que o próprio Deus deixou definidas em suas Escrituras.  

O trato entre pessoas deve seguir orientação que desce do alto. A justiça humana não deve ser o padrão para julgamentos e emissão de uma sentença acerca de qualquer assunto. Tudo deve ser por ele, para ele, e vir dele.

Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação. (Is. 51.5)

            Há tempos de injustiças. O deus desse século retira o entendimento para que não resplandeça a luz das boas novas ( 2Co 4.4).

            Mágoas, rancores, tristezas, nada disso pode impedir de se contemplar o tempo da justiça de Deus. Ela virá. Mas, é preciso permanecer avistando o autor da fé, firmado nele.

Seria porventura o homem mais justo do que Deus? (Jó 4.17)

Em comparação com o Deus justo em sua essência, o homem estará, sempre, carente da busca da justiça de Deus em seu favor.

Isaias convocou Judá a apresentar suas testemunhas e comprovar que a causa era verdadeira.

Mesmo sabendo que a justiça vem de Deus, muitas vezes é preciso provar por meios físicos que o caminho trilhado em determinada causa foi justo.

Apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem, e para que se ouçam, e para que se digam: verdade é. (Is.. 43.9)

É preciso crescer na graça e no conhecimento diante de Deus e dos homens. Este comando bíblico leva a crer que ações no reino físico devem ser esclarecidas para que o julgamento temerário seja afastado.

Ainda que fosse justo, não lhe responderia, antes, ao meu juiz, pediria misericórdia ( Jó 9.15)

Há também tempos em que o silêncio é necessário. Pois com casas rebeldes e corações obstinados não há que falar sem antes o Espírito Santo trazer o convencimento da verdade, do juízo e da justiça.

Jó silenciou em algumas situações e aguardou a sentença do advogado que mora lá no céu. Daquele cuja morada está além das nuvens.

Mas em outras explicou, falou, rebateu. Quem dará sinais do temo de calar ou de falar? Somente o Espírito Santo. Portanto, Deus é o reto juiz.

Deus assegurou por meio dos profetas bíblicos que na consumação dos séculos a justiça seria feita com o reinado eterno de Jesus Cristo.

Fazei justiça ao aflito e ao necessitado. (Sl. 82.3)

Enquanto o reino de Jesus não se estabeleça, façamos justiça.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

10 - 12 - 2015     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|