Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?

(João 12.5)

 

Conforme conceitua o dicionário Aurélio, caridade é “no vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade”.

Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. (João 11.13)

Judas estava presente na cena em que a caridade aflorou no coração de Maria. Um perfume caro valia menos que a atitude de gratidão pelo mestre.

Maria pensou assim. Judas não. Ele, aparentemente, demonstrou preocupação com os pobres. Porém, o próprio texto de João explica o motivo de proferir essa frase tão piedosa: ele era o tesoureiro, e furtava sempre que havia oportunidade para isso.

Nem sempre palavras doces são símbolo de busca efetiva do bem do outro. Pode ser um disfarce. Por isso, devemos entender que o que fica no coração é que vale. Não somente palavras doces.

E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (1 João 5.14)

O falar deve ser conforme preceitua a vontade soberana de Deus. Conhecer as Escrituras para enviar pedidos ao céu é a garantia que seremos atendidos.

Sincero é aquele “que se expressa sem artifício, sem intenção de enganar; franco, leal.” Assim definiu Aurélio.

Um coração sincero é aceito diante de Deus, porém, palavras doces carregadas de engano, como Judas proferiu, são canais da ira e juízo divino.

Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu! (Sl 19.14)

 

O salmista pediu a Deus que palavras e meditação do coração caminhassem juntas. E para caminhar, a face do Todo Poderoso deveria se fazer presente.

Jesus afirmou que, sem ele, nada que se tente fazer nesse mundo prospera.

Para dominar o desejo de falar palavras doces, mas falsas, é preciso dominar o mundo que se levanta no coração.

Não ameis o mundo, e nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. (1 João 2.15)

Jesus não tirou de Judas a oportunidade de desenvolver a retidão. Mesmo conhecendo o coração maldoso e as falsas doces palavras, a chance foi dada.

Entretanto, Judas falhou. Naquele grande dia do juízo final ele se lembrará da acolhida de Jesus e entenderá o julgamento que virá sobre a escolha errada que ele fez.

Portanto, no dia que se chama hoje, estejamos atentos às palavras que saem de nossa boca, que podem ser doces como o mel, mas carregando em si a destruição.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.
                         

11 - 02 - 2016     

 
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