ENTÃO, NAQUELES DIAS, ELES JEJUARÃO (Lucas 5.35)

 

A abstinência voluntária de comida é um grande recurso espiritual. Jesus, antes de iniciar seu ministério, jejuou quarenta dias. Em seguida, foi tentado por Satanás. Venceu.

Aprendeu a dominar a vontade de comer e a fome de comida terrena. Recebeu em troca poder sobre as tentações que o derrubaria como Messias e redentor.

O jejum é a base de preparo para grandes batalhas espirituais.

Os discípulos de João, e também, os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas o s teus discípulos comem e bebem. (Lc 5.33)

Quem fez essa pergunta a Jesus conhecia bem o poder dessa arma espiritual. Mas esqueceu de algo importante: os discípulos de Jesus caminhavam com ele.

O Jejum de quarenta dias (o jejum da plenitude, como alguns teólogos costumam chamar) foi suficiente para cobertura espiritual dos discípulos em algumas guerras.

Então os discípulos aproximaram-se de Jesus em particular e perguntaram: "Por que não conseguimos expulsá-lo? "
Ele respondeu: "Por que a fé que vocês têm é pequena. Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada lhe será impossível. Mas esta casta só sai com jejum e oração.” (Mt 17.21)

Jesus ensinou, na prática, aos discípulos, que ele poderia realizar obras espirituais que dependeriam de jejum. Enquanto sua presença era garantida, poderiam deixar de jejuar. Mas, o noivo seria retirado.

Ou seja, quem jejuou já não seria o intercessor à altura de grandes batalhas espirituais. Então, os discípulos teriam que fazer a abstinência de alimentos.

Além da autoridade sobre determinados tipos de demônios, o jejum e a oração levam à uma atitude de humildade diante daquele que tudo tem e pode suprir.

Mas devemos fazer jejum sem propósitos? Não. A Bíblia revela que o jejum deve ter motivações. A primeira é o crescimento espiritual.  O discernimento de espíritos que atuam é dado como dom perfeito que desce do Pai das luzes. Mas só desce para quem busca.

Paulo enfatizou: buscai com zelo os dons espirituais.

 Desenvolver os dons com propósitos de agregar valor ao reino celeste é uma necessidade para os dias vividos nos fins dos tempos.

Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. (At 13.3)

A igreja primitiva praticava o jejum e a oração para tomar qualquer decisão que envolvia vida dos cristãos ou assuntos eclesiásticos.

Paulo não abriu mão do tempo reservado a essa prática. Dedicou-se exclusivamente à oração, à meditação da Palavra e ao jejum.

Quanto tempo temos dedicado ao jejum? Mesmo que interpretações atuais acerca do jejum levem a entender que não se faz necessário no tempo da graça, a Bíblia revela que sem ele é impossível prosseguir vencendo principados e potestades.

Jesus foi o maior exemplo de necessidade espiritual suprida por meio de privação de alimentos ou algo necessário. Mesmo sendo Filho, tomou posse e venceu.

Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado. Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns. (2 Co 6.3)

Vida cristã é mesmo passar por fogo, muitas águas, caminhos estreitos.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

18 - 02 - 2016     

 
  Voltar para índice de mensagens
|- - IEMB - Design: João Batista A.P - Igreja Evangélica Missionaria Brasileira- Leia a Bíblia, ouça a voz de Deus - Ministério: Pr. João Nogueira Pimenta -|