Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo.

(Jo 21.17)

 

           Pedro garantiu que seguiria Jesus até à morte. Mas, quando o calvário chegou, por três vezes o apóstolo negou conhecer Jesus para salvar sua pele.

                   O mestre do amor compreendeu. E não atirou pedras em Pedro. Simplesmente aguardou ressuscitar para entregar-lhe uma grande missão: apascentar as ovelhas.

                   Porém, para apascentar conforme o modelo deixado por Jesus, era preciso que Pedro amasse muito ao mestre. O resultado desse amor seria revelado no sustento das ovelhas deixadas por ele.

 

                   Pedro foi escolhido para inaugurar a igreja por Ele fundada.

 

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque isso não foi revelado por carne e sangue, mas meu Pai, que está nos céus te revelou. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mt 16: 17-18)

 

                   Ovelhas muitas vezes rebeldes, teimosas, desobedientes. Mas Pedro deveria amar acima de tudo o Pastor Supremo.

                   Pedro por muitas vezes se mostrou imaturo na caminhada com Cristo. Entretanto, isso não foi impedimento para ser pedra viva na qual a igreja seria edificada.

 

Jesus escolheu um quesito para apontar aquele que seria as primícias da edificação da igreja: amar a fonte do amor.

                  

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.

(1 Cor 10.31)

          

                   Apascentar em Cristo é o desafio espiritual das igrejas que precisam vencer as portas do inferno. Paulo ensinou que tudo que se faz para o reino deve ser dirigido à glória de Deus.

                   Por ele, para ele e dele são todas as coisas”. Inclusive o ato de cuidar de ovelhas.

                   É fácil essa tarefa? Não. Ser pastor é carregar em si as marcas do sofrimento de Cristo como Paulo explicou aos coríntios:

Somos perseguidos, mas jamais desamparados; abatidos, mas não destruídos;  trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus, da mesma forma, seja revelada em nosso corpo.  Pois nós, que estamos vivos, somos cotidianamente entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal.

(2 Co 4.9)

                  O peso da obra de Deus é sublimado pelo peso da glória eterna que há de ser revelada na vinda de Jesus. Vale sofrer por amor ao reino celeste.

                   Devemos lembrar que a capacidade de amar não é retirada devido às falhas na caminhada de um pastor. Pedro errou muito, mas amou mais ainda o encargo recebido do mestre.

                   Amamos a Cristo a ponto de não olhar para trás ao colocar a mão no arado? Muitas vezes não temos rebanho formado em igrejas. Entretanto, temos pessoas sob nosso cuidado espiritual.

Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? (Jo 21.15)

A resposta de Pedro foi sim. E essa resposta carregou em si o peso de sofrer por amor ao seu mestre.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.   

31 - 03 - 2016     

 
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