Sete vezes no dia te louvo pelos juízos da tua justiça.
(Sl.119.64)

A palavra sete corresponde ao termo hebraico sheba, que é cognato de saba e significa está cheio, pleno, abundante. Em geral, esse número expressa perfeição, completitude.

Para Deus, número não é importante. Para o homem compreender melhor, os números foram criados e articulados na linguagem e servem como um referencial para medir, contar, distribuir.

Justo és Senhor, e reto são os teus juízos. (Sl.119.137)

Pela justiça e bondade recebidas, o salmista resolveu louvar a Deus. Como expressão de gratidão, sete vezes no dia passou a louvá-lo.

O salmista contava as vezes em que dispunha o coração a adorar? Creio que não. Para os judeus de sua época, sete era o número que expressava a perfeição.

Ele adorava o dia todo em seu pensamento, além de momentos que reservava para em voz alta entoar canções, palavras benditas direcionadas ao céu.

Senhor, tenho esperado na tua salvação e tenho cumprido os teus mandamentos. (Sl. 119.166)

Deus criou o mundo em sete dias. Qualquer que matasse Caim, sete vezes seria castigado por Deus. Lameque, em seu desvio de conduta, proferiu que setenta vezes sete seria vingado pelos insultos recebidos.

Jesus respondeu a Pedro que o perdão deveria ser exercido setenta vezes sete, e não somente sete vezes. Para afastar a possibilidade de um padrão meramente numérico, Pedro entendeu que o exercício dessa virtude deveria ser mais que perfeito.

Adorar é ato contínuo e necessário para o desenvolvimento da santidade.

O ardente desejo do homem carnal expresso na vingança de Lameque é lembrado pelo Mestre Jesus ao ensinar o privilégio de perdoar setenta vezes sete.

A ambição do homem espiritual deve ser superior aos desvios da carne.

A perfeição na adoração envolve uma mente conectada à eternidade em todo instante.

Chegue a minha súplica perante a tua face; livra-me segundo a tua palavra. (Sl. 119.170)

A busca por Deus deve ser perfeita, completa, em tempo e fora de tempo.

Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias. (Hb 11.30)


  
     Para vencer a derrubada das muralhas de Jericó, a obediência foi completa. Sete dias rodeando os muros no silêncio. Quando o ciclo se completou, após os sete dias, o brado de vitória foi dado e a cidade foi cercada.

Na caminhada diária, o louvor deve ser setenta vezes sete, isto é, sempre e eternamente.

O agradecimento pelo fôlego de vida, pelo livramento e pela bênção deve permear os segundos da existência humana.  

E nas lutas de cada dia? É possível louvar? Sim, com muito sacrifício.

Quando Judá foi levada cativa para Babilônia, as canções de Sião eram entoadas, mesmo que com o coração partido de saudades e lembranças da terra natal.

Com muito esforço e disciplina, é possível adorar e bendizer a Deus nos desertos da vida.

Deus precisa do nosso louvor? Não. Ele é Deus. Ele se basta a si mesmo. Ele é tudo em todos.

A humanidade é que precisa louvar para que as correntes das trevas caiam. O louvor tem um grande peso espiritual de vitória.

No céu, os anjos cantam e louvam para que os demônios sejam derrotados e o plano redentor de salvação alcance muitas vidas.

Que possamos viver somente para Ele, por Ele, e Nele.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

08 - 02 - 2017     

 
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