Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam

(Mt 6.19)

Eterno vem do grego aion e traduz ideia de duração, quer finita ou infinita, ou, ainda, indefinida.

Eternidade, então, refere-se a tudo que, por sua natureza, é infinito, como DEUS, o seu poder, a sua glória, o Espírito Santo, a redenção efetuada por Cristo e a salvação dos homens.

E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça.
(1 Pe 5.10)

O que é mais importante para o futuro eterno? Tesouros juntados na terra ou a salvação, como prêmio maior para adentrar a eternidade e permanecer nela ao lado de Cristo?

         Jesus transmitiu um ensino profundo sobre bens materiais. Tiago também se referiu ao pedido dirigido aos céus.

Ele afirmou que pedir para o próprio deleite não é direção da vontade soberana do Pai.

         Errado ser próspero nesta terra? Não. Jesus não proibiu a prosperidade. Juntar coisas terrenas para investir no reino celeste é necessário para produção de coisas eternas.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele creia não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16)

         Guardar para si sem repartir contraria mandamento divino. Ter para agregar valor ao reino celeste é juntar tesouro no céu.

Deus doou seu próprio Filho para resgate da vida dos que o recebem como Senhor.

         Pedro reconheceu que o sofrimento nesta vida é o primeiro passo do chamamento à glória eterna. Sofre-se em perder bens materiais, saúde, entes queridos e sonhos.

          Porém, a alegria de saber que há um novo nome escrito por Deus no livro eterno eleva a alma às alturas e traz paz ao coração. E esse nome é chamado pelos anjos quando enviamos aos céus tesouros.

 

Jesus aprendeu a obediência pelos sofrimentos que viveu. Juntou tesouros no céu.

 

Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo
e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro
e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.
(Hb 6.4)

         O foco do cristão, na vida terrena, é a cruz de Cristo. Perder aqui, para ganhar no céu dos céus e participar das Bodas do Cordeiro.

           Cruz é renúncia de prazeres para se encaixar no propósito eterno. O peso que recai sobre os ombros para manter tesouro no céu é grande.

          O escritor do livro de Hebreus afirma que quem participa do Espírito Santo nele permanece com disciplina na busca de santidade diária.

Aqueles que recaíram e voltaram aos prazeres carnais sem um compromisso de valor eterno dificilmente se levantam, pois estariam novamente crucificando Cristo.

Portanto, a responsabilidade de gerenciar prosperidade colocada nas mãos é grande e produz resultado eterno: para o bem, juntando tesouro nos celeiros divinos, ou, para o mal, guardando para as traças destruírem e ladrões roubarem.     

A destruição maior é a ausência da salvação eterna.

Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (Jo 17.3)

É bom lembrar que conhecer Deus passa pelo estudo sistemático da Bíblia, pelo jejum e pela oração constante.

Por Auxilandia, pastora em Cristo.

 
 

04 - 10 - 2017     

 
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