Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas. 

(Gn 26.19)

Com devoção sincera, Abraão deixou sua parentela para servir a Deus longe dos costumes religiosos da família, que, certamente, não eram corretos.

Recebeu de Deus promessas de ter uma descendência incontável como as estrelas do céu. Isaque, o filho da promessa, perpetuou as bênçãos ao casar-se na direção divina e a peregrinar rumo à terra prometida a seu Pai Abraão.

E os pastores de Gerar porfiaram com os pastores de Isaque, dizendo: Esta água é nossa. Por isso chamou aquele poço Eseque, porque contenderam com ele. (Gn 26.20)

 

Para  filho da promessa, a ideia que se tem é a ausência de lutas. É a vida tranquila, com alegrias e realizações de sonhos sem impedimentos.

Entretanto, a Bíblia revela o oposto. Satanás torna-se inimigo de tudo que está sob a direção divina. Isaque tornou-se alvo de inveja dos moradores da cidade de Gerar.

Entulharam os poços depois de um trabalho para encontrar águas vivas. Houve contenda. Isaque se viu diante de aflições. Mas o Deus que o enviou à Gerar não o abandonou.

 

E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. 

(Gn 26.12)


Gerar representa a terra da aflição, da angústia, da contenda. O lugar de provação. Mas também aponta para a proteção divina. Para o tempo e o lugar em que as maravilhas de Deus se revelam.

A adoração era entendida como o relacionamento entre Deus e seres humanos e não como uma cerimônia de ritos e liturgias.

A fé era movida por esse relacionamento, pois as promessas feitas a Isaque haviam entrado em conflito com sua jornada real.

Falta de água, contendas, incertezas e medos até de perder a própria esposa por ser bela e permanecer em terra estranha era o contraste com a promessa.

Mas o coração de Isaque estava firme na promessa generosa de Deus.

Onde há promessa, há águas vivas, mesmo que poços sejam entulhados.

Deus cuidou para que Isaque tivesse esperança, mas a seu tempo e a seu modo.

O coordenador de todo universo sabe que há perseguição do reino das trevas para aquele que vive piedosamente. No entanto, ELE reserva o que há de melhor para os que nele confiam: vida eterna.

Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retém águas. (Jr 2.13)

 Isaque cavou poços de águas para matar a sede física. Entulharam. Deus mostrou outra saída. Encontraram águas correntes, vivas, depois de padecerem no lugar de provação.

Buscar na fonte que gera para vida eterna foi o comando que Deus revelou a Jeremias quando Israel estava se afastando dos rituais de adoração estabelecidos nos tempos de Moisés.

Cisternas rotas, que significam andar longe das orientações divinas, não retém água da vida.

Lugar de provação é terra de aflição, de desespero e de dores. Como paradoxo, é exatamente nesse lugar que a glória de Deus é revelada e o conhecimento dele chega ao coração aflito.

A humildade é virtude que se estabelece em períodos de humilhação. Paciência, em tempos de muito estresse. Bondade, quando reina a maldade contra si.

Que o lugar de provação faça cada pessoa melhor a cada dia.

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

11 - 10 - 2017     

 
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