E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos.

(Jó 42.10)

         Alargar a mente, expandir a visão e refinar a consciência somente é possível depois de experiências sobrenaturais.

 

         Jó viveu nos ambientes da experiência prática. Sofreu tudo que um ser humano é capaz de suportar e ainda assim orou pelos amigos que o acusaram de pecador.

 

         Para as mentes comuns, sofrimento é sempre o resultado de pecados. Para quem presta uma atenção especial ao início do Livro de Jó, a leitura passa pelos conceitos de homem íntegro, reto e que se desvia do mal.

          Então o sofrimento de Jó foi fruto de uma prova divina e revelou aos leitores da Bíblia Sagrada que é possível ser envolvido em catástrofe sem semear a causa.

 

            Confessai as vossas culpas uns aos outros e orais uns pelos outros para que sareis. (Tg 5.16)

 

         Tiago ensinou em sua carta às doze tribos de Israel que a cura vem pela oração de uns pelos outros. E ficou registrado para que pratiquemos esse recurso espiritual que traz restituição e edificação.

        

         A consciência de Jó estava limpa e seu relacionamento com Deus estava íntegro. Tiago usou o exemplo de Jó como aquele que aprende a felicidade e a restituição na escola de sofrimento.

         Em meio a adversidade, Jó seguiu a direção divina e orou pelos amigos.

        

        Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a paciência de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia.
Tiago 5:11

 

         Além da paciência, a obediência aos comandos divinos para interceder pelos seus acusadores o levou para o nível de reparador de brechas e recebeu em dobro tudo que perdeu.

         Jó reclamou com Deus, tentou explicar a causa de todo sofrimento. Isso não o impediu de receber bênçãos, pois os questionamentos de sua alma foram dirigidos a quem poderia responder com a reta justiça.

         Por ter desenvolvido uma fé sobrenatural, Jó aprendeu que coisas além da compreensão humana acontecem e somente a oração pode desvendar o mistério e trazer a revelação do oculto.

        

‘Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece’.
(Jr 33.3)

            Jeremias também compreendeu o valor de interceder, de clamar e de orar sem cessar. Em seu tempo, foi um sofredor como Jó, e não fechou a boca, clamando e aguardando o conhecimento descer do céu.

     

       Ao se colocarem como intercessor, os grandes homens da história bíblica mudaram destinos, criaram histórias e deixaram o rastro de obediência e submissão ao Deus soberano.

           A graça de Deus alcançou Jó não pelo sofrimento, pois nenhuma obra humana atrai o coração de Deus para enviar bênçãos, mas pela perseverança e fé que aprendeu a desenvolver em meio ao caos.

         A restituição foi possível pela oração, pelo clamor, pela intercessão de Jó.

         Os pedidos e dúvidas dirigidos ao céu chegaram como semente ao trono da graça e promoveram a mudança na história da vida de Jó.

         Que possamos entender o valor da intercessão e obedecer aos comandos bíblicos em busca de restituição do que foi roubado pelo inimigo das almas.

 

Por Auxilandia, pastora em Cristo Jesus.

 
 

Março de 2020     

 
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